quarta-feira, abril 11, 2012

A Floresta dos Porquês

" Eu daria qualquer coisa
para não vê-la assim"


Diante da dor alheia, a pergunta que fica no ar é o que poderíamos fazer para ajudar, porém, só sabe do que passa quem por essa dor caminha; e para quem está de fora só resta estar do lado e não fugir para a floresta dos " porquês" ou para a inutilidade do " eu daria qualquer coisa", pois qualquer coisa não daríamos... Pense a respeito!

Estar do lado é nos armarmos com todas as ferramentas necessárias para nos fortalecer, pois quando testemunhamos alguém que amamos adoecer, todas as rezas e pedidos de cura só servem mesmo para manter a nossa fé que a cura não tardará a chegar, contudo o Pai Eterno em sua sagrada sabedoria é quem vai decidir por quanto tempo a dor vai continuar e quando enfim, a dor acabará.

Acabar há de acontecer, pois para todas as coisas há sua lição e seu tempo para ocorrer.

Há o tempo em que precisamos buscar a medicina do homem e há o tempo em que clamamos pela medicina Divina; porém há o tempo em que remediamos a nossa angústia em relação a dor do outro, recebendo doses de paciência.

Com paciência, fica mais claro o nosso papel nessa trama e percebemos sem a cegueira da ansiedade que podemos ajudar de verdade quem tem dor a sair da lama da impotência, buscando aliados, gente que de fato, pode nos orientar a auxiliar os nossos amados; por isso, na escuridão da queda alheia, se estivermos em pé e firmes, conseguiremos ser o alicerce pelo qual essas pessoas caídas se levantarão e é nesse momento, que o Cristo se fará presente, não apenas em nosso coração, mas principalmente na nossa ação de permanecer ao lado, seja na doença seja na felicidade do amor realizado.

Realizar o amor incondicional por quem está doente é acima de tudo, limpar as lágrimas do nosso desespero fluente e perceber no reflexo do outro, que ao invés de nos sentirmos mal por estarmos bem perante ao infortúnio alheio, precisamos agradecer ao Pai do Céu por estarmos saudáveis, pois só ajuda quem já está ajudado.

Se compreendermos que a nossa visão ajuda quem não enxerga a ver, perceberemos que essa dor alheia terá revelado a sua verdadeira função: a compreensão que ela só ocorreu no outro para que pudéssemos perceber se na hora da dor alheia, ficamos ao lado, lutando para achar uma solução real baseada em fatos ou fugimos para a floresta dos porquês, para nadar na ilusão do quê poderia ser feito; ora, agora é hora de fazer!

Um comentário:

Anônimo disse...

obrigada!

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