segunda-feira, março 12, 2012

Jureminha e a Casa da Ventania

Casa de perna pro ar, nada mais fica no lugar; ela mexe em tudo e tira tudo do local, joga pro alto e corre por todo lugar. Jureminha já não engatinha para trás, ela aprendeu a voar. Pisco os olhos, ela está do meu lado; abro de novo, ela já sumiu. Para onde foi a menina? Voou, voou e voou.



Agora que aprendeu a correr de joelhos, ela não para, parada não fica. Uma maravilha para o seu crescimento e evolução, uma preocupação constante para a gente: qualquer coisa lhe interessa, tudo lhe vai a boca. A casa que era um mistério, morada do desconhecido; virou destino da sua curiosidade: cozinha, banheiro, corredor, quarto da bagunça, tudo é roteiro das suas engatinhanças.

Por isso, comecei a fechar portas e janelas, gavetas foram esvaziadas. A casa dos contos de fadas e viagens do casal que passou 13 intacta; virou a Casa da Ventania; agora, desculpem, queridos leitores, preciso terminar a crônica, pois lá pra cozinha foi de novo a Jureminha... volta, menina!!!!





Alguém Consegue Segurar o Vento?

Por Auricélia

Na minha tentativa
de parar a peraltice da Jurema
Juntei todos seus brinquedos
E pensei: Tá feito o meu esquema!

E na cabaninha bem verdinha
De formato de sapinho
Disse brincando: vem anjinho!
Enganando a espiruleta.

Tão rápida quanto o vento
Tão forte quanto uma montanha
Virou sua cabana num instante
Já rindo: mamãe não me engana!

A cabaninha nova de presente
Dada há poucos dias pelo papai,
Ficou de pernas pro ar, de repente
Ria ela: não me prendem jamais!

Sou como a Mãe Linda dos Ventos
Que baila no ar que sopra pra frente e pra trás,
E saindo vitoriosa da cabana que a prendia
foi dizendo com o olhar: esses pais! Tão bobos mortais!

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