terça-feira, agosto 16, 2011

TOQUES ETÉREOS NO CORAÇÃO – II*


Aquilo que dá no coração,
É como uma linda canção:
Não tem idade!

É o que se sente...
E que ninguém explica
Apenas é.

Aquilo que faz a gente viajar...
Nas trilhas das estrelas,
É amor.

Porque, às vezes, nós voamos...
Pelo céu do coração,
E é voo do espírito.

Aquilo que os olhos não veem,
E que só é visível à inteligência,
É o Inefável**.

É o que não se agarra com as mãos,
E nem com apelos místicos,
E que é só Espírito Puro.

Aquilo que é real – além do que imaginamos,
E que nos motiva, em Espírito e Verdade,
É o Supremo.

E não há palavras que definam isso.
O que se sente... Um toque sutil,
Que só o coração é que sabe.

Aquilo que está além da vigília e do sono,
E também além dos sonhos,
É Consciência Cósmica!***

A Luz que respiramos – é a vida.
O sopro vital do eterno – é Brahman!****.
Tudo é Ele, tudo é Ele, tudo é Ele...

Aquilo que dá no coração,
E que faz a gente escrever,
Disso eu não entendo, não.

Porque, quem sabe isso é só o Supremo.
E Ele só conta ao coração, na linguagem do espírito.
E quem pode descrever isso?

Ah, aquilo que dá no coração... Brahman!

(Dedicado a Paramahamsa Ramakrishna*****.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges -
São Paulo, 13 de julho de 2011.

- Notas:
* A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB –
www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico:
http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10225:toques\
-etereos-no-coracao&catid=138:ultimos-textos-postados&Itemid=271
** O Inefável – O Todo; O Supremo; O Absoluto; Deus.
Obs.: Trecho da sabedoria hermética clássica: “O Inefável é invisível aos
olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
*** No contexto dos Upanishads - a parte final dos Vedas -, que contêm a
sabedoria dos rishis (sábios espirituais) da antiga Índia, os estados de
consciência do homem são divididos em três: vigília, sono e sono sem sonhos.
Então, quando alguém transcende esses níveis convencionais e alcança uma
elevação de consciência (um estado de superconsciência, ou de expansão da
consciência, chamado em sânscrito de “samadhi”), diz-se que a pessoa entrou
no “quarto estado”, que em sânscrito é chamado de Turiya. Ou seja, a pessoa
mergulha num estado transcendental de consciência cósmica.
Sobre isso, nada melhor do que as palavras de Paramahamsa Ramakrihsna (que
voltava de uma experiência transcendente dessas):
“As ondas do Divino Amor estão se quebrando no meu corpo.
A maré crescente do Mar do Amor produz a queda da injustiça.
Sim, inunda todo o universo...
Eu pensava submergir-me até o fundo do mar, porém, o crocodilo do êxtase me
tragou.
Quem terá compaixão de mim e, tomando-me pela mão, me tirará da água?”
**** Brahman – do sânscrito - O Supremo; O Grande Arquiteto Do Universo;
Deus; O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou
mulher, mas pura consciência, além de toda forma. Por isso, tanto faz
chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
***** Paramahamsa Ramakrishna – mestre iogue que viveu na Índia do século
XIX e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos
na terra do Ganges. Para se ter uma ideia de sua influência espiritual,
posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com
muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa
Yogananda e Rabindranath Tagore.

www.ippb.org.br

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