quinta-feira, agosto 04, 2011

Chuta que não é Macumba

Ignorância é benção, informação liberta, mas sempre tem que vê, e finge que não enxerga! Mediunidade não é fuga, incorporação é visão ampliada.

Quem incorpora quem? E antes que você responda, me diga

E se o guia for apenas você expandido?

E se o preto-velho, a cigana, o baiano e o mestre de Aruanda for apenas recordações de você, de um tempo até foi talvez?

E se tudo for você? Isso diminui o trabalho espiritual? Isso torna a cura menos milagrosa?

Para quê manter a cachaça e a fumaça nesse teatro de peça a ser acreditada? Não seria mais eficiente ensinar amor e paz na caminhada?

Para quê bater no peito e falar línguas do Oriente africano, se dentro do seu coração bate uma vontade constante de ajudar o outro, e essa vontade não precisa de entidade, nem de " guia"?

Sim, eu sei! Sem incorporação não tem show! Falar a verdade não dá ibope!

Sem teatro não tem graça! Ninguém acredita na força humana, basta uma "psicografia" e toda letra fica iluminada.

A mistificação da mediunidade continuará, infelizmente, e com a pinga, o cigarro e o charuto, continuará esse Povo da Umbanda, cada vez mais perdido e dependente do fenômeno, sem acreditar no poder do homem.

3 comentários:

INAMAR disse...

Grande, grande ! clareza nas idéias...Mas, sempre há um, "cada caso é um caso ' A força do homem só é plena unificada ao Supremo Pai.
Expansões á parte , a cura se faz ,até porque ninguém dá o que não tem,

Bruno Gavranic disse...

Olá Frank,

sou o autor e um dos membros do Grupo Pé de Moleque, que você postou abaixo, sobre nosso espetáculo Logun-Edé. Achei o link de seu blog no google, e me deparei com esse texto. Acho que você precisa tomar um pouco de cuidado na maneira com a qual você espressa essas idéias. Estamos falando de respeito a uma prática religiosa que, como toda idéia religiosa, faz parte de Cultura. A religião se expressa por símbolos e mitos, e como todo mito, é um caminho encontrado pelo homem para poder compreender o mundo à sua volta. E toda religião funciona através de ritos, que cumprem uma função de reorganização de tempo e e espaço, para recriar um tempo primordial, sagrado, da origem do mundo e do próprio homem. Logo, o homem é mesmo o centro disso tudo. É óbvio que guias, mensagens são o homem expandido, e acho que isso é um pouco do que se chama fé. E fé pode ser em um ou mais deuses, em algo maior, união, paz, prosperidade, felicidade, essas coisas. Não digo que você não tem o direito de expressar suas idéias, mas desde que respeite as dos outros, pois senão você estará praticando a mesma coisa que algumas vezes
surgem como a pior maneira de prática feita pelo homem, "em nome" da religião: um reacionarismo, uma não aceitação do outro, do que é importante para o outro. Do que o outro acredita. Não escrevo como representante de alguma religião nem como fiel. Mas como um profissional do teatro, uma arte que se faz do contato e da tentaitiva de compreensão do outro, e de alguém que trabalha com um enfoque em culturas tradicionais, na pergunta do que uma cultura que atravessou tantos séculos e fatos através da história ainda nos pode ser pertinente e o que ela está querendo dizer para nós, no mundo de hoje. Pois se não houvesse nada, não mais existiria. Enfim, me dei o direito de comentar por este ser um espaço aberto, na rede, e por acreditar na força de um diálogo.

Professor Frank disse...

Querido Bruno;

Parabéns pelo seu trabalho com o grupo e pelo belo espetáculo.
Obrigado por deixar o seu comentário.
Esse espaço é sim, público e a sua opinião é mais que bem vinda, mas compreenda: crônica tem quer ser lida por vários pontos de vista. Releia e tenho certeza que você vai compreender o que há nas entrelinhas...

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