sexta-feira, novembro 05, 2010

Tiiooooo

"Dizem que ser tio é treino pra ser mais, já sou tio e ainda sou filho, só falta agora plantar um filho e escrever um pai."

Quando Mayara viu o bebê pela primeira vez, ele era do tamanho de um feijão, maior um tanto que uma unha, menor de mais para ser gente de montão, mas a médica dizia que aquele caroço em movimento era o seu filho; ela não acreditou, até ouvir o som do tambor, daí, percebeu que não haveria meia volta e volta e meia, ela era mãe daquele serzinho que se formava, membro a membro, parte a parte, dentro dela; semente dele, Leonardo, que do outro canto do quarto, deixava uma lágrima escorregar e que caiu pétala no chão.

Leonardo ainda era tio, não tinha cara de pai, mas desde que Mayara lhe contara que estava esperando uma estrela, sua mente, mais rápida que um cometa, passou a imaginar cenas pitorescas, ele e o filho que ainda nem existia direito, brincando de qualquer coisa, piratas das estrelas, com navios singrando galáxias. Daí, ele parou com a brincadeira, pois começou a sentir falta de alguém que ainda nem conhecera.

Mayara finalmente realizava o seu sonho de ser mãe. A cada grama que a sua barriga aumentava, ela comemorava com yuppis and obbaass. Era o começo de um tempo novo, o tempo da família que ela sempre sonhara ter com ele, Leonardo, o menino-homem que ela amava e os dois mal acreditavam que finalmente, estariam realizando o grande sonho de estar vivo: ser pai de um moleque ou mãe de uma guria, e bastava pensar nisso, e os dois ficavam grávidos do novo.

Um comentário:

K disse...

Hahaah que graça a expressão delas!

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