sexta-feira, novembro 12, 2010

EROTISMO

Breves lições de erotismo (poesia datada de 200 anos AC)

Velejar o contorno inteiro de um corpo
É circular o mundo,
Navegar a rosa dos ventos sem uma bússola
Ilhas, golfos, penínsulas, ondas chocando-se em quebra-mar
Não é fácil de achar tal prazer.
Não pense que você pode adquirir isto num dia ou noite
de lençóis consoladores
Há suficiente segredo nos poros para encher
muitas luas.

O corpo é quadro astral em um codificado idioma.
Ache uma estrela e talvez você começará, a
Mudar o curso, quando de repente um furacão, ou
grito penetrante
O faz tremer de medo
Uma prega na mão que você não esperou…

Revise o contorno inteiro muitas vezes
Ache o lago com lírios de água brancos
Acaricie o centro do lírio com sua âncora
Mergulhe profundamente abaixo ... estire seus membros
Não negue o cheiro de sal ...de açúcar
Os cúmulos- nimbus - pulmões de pesados ventos
A névoa densa do cérebro ...
Dormindo nas ondas.... relativas a maré de beijos

Se coloque no humano sem medo
Saiba ousar, lá fora não há nenhuma pressa
Respiração em expiração Morra um pouco
Docemente.... lentamente morra.
Venha a morte contra o centro do olho deixado em
Prazer....
vai
Vire o leme esparrame as velas
Veleje para Vênus
estrela matutina
o mar como um vasto cristal mercurial
durma marinheiro ....você naufragou.......

(((()))

Sobre o Amor ( Roberto Freire)

Quero dizer que te amo só de amor...
Sem idéias, palavras, pensamentos QD, pensamentos Quero fazer que te amo só de amor Com sentimentos, sentidos, emoções...
Quero curtir que te amo só de amor Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo...
Quero querer que te amo só de amor São sombras as palavras no papel...
Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer Apenas sombras as palavras no papel Ser - não - ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes Fátuas sombras as palavras no papel. Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen São versos que pulsam, gemem e fecundam Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios...
e que jogam, cantam e dançam fazendo amor como faço o poema. Quero da vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores Eu te sinto na pele, não no coração Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica... porque telúrica... Onde sou épico, porque ébrio e lúbrico Quero genitais todas as nossas superfícies.
Não há limites para o prazer meu grande amor, mas virá sempre antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço...
Não há limites para se viver um grande amor Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo Não há limites para o fim de um grande amor Nossa nudez ,juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as mucosas. A nudez a dois não acontece nunca... porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós. Por isso a nudez, no amor, não satisfaz nunca. Porque eu te amo, tu não precisas de mim... Porque tu me amas, eu não preciso de ti...
No amor, jamais nos deixamos completar. Somos um para o outro, deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto não quanto Amar é enquanto, portanto. Ponto.

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