quinta-feira, outubro 28, 2010

Um Dia Na Vida de Um Teacher

Ela pagou-me para ensiná-la, mas ela não tinha paciência em aprender. Nunca tinha tempo para as aulas, desmarcava, mudava, tudo era importante, menos o seu tempo de prática da língua que queria aprender. Quando finalmente, conseguimos ter uma aula, ela disse que não estava aprendendo nada comigo. Desistiu de mim, mas já havia desistido, faz um tempo, de aprender.

Ela queria ter aulas comigo, mas falava um inglês tão perfeito que eu não tinha exatamente certeza como poderia ajudá-la. Eu disse isso a ela, ela sorriu e agradeceu a minha honestidade, mas respondeu: " Eu só preciso de prática, e todo mundo fala de você, tenho certeza que aprenderei bastante." Ela aprendeu, mais aprendi eu!!!

Ela falava tudo comigo, mas com os outros travava. Reclamava, dizia que nunca aprenderia a falar, pois já tinha até raiva da língua, pois nunca falava, somente comigo, que confiança lhe dava. O que fazer? Na próxima aula, sou professor palhacinho, vou de máscara! Criatividade para ajudá-la não me falta.

Ela não aprendia nada. Assim eu pensava, assim eu pensava! Tentei de tudo, mas ela mal saia da primeira página. Tentei outros truques, mas ela nada! Pensei em desistir, quis que ela cancelasse o curso, arrumasse outro professor que a pudesse ajudar, eu não conseguia, eu não tinha o que ela precisava; até que tentei outra coisa: não desistir! E ao não desistir dela, continuo tentando, e ela já está na terceira página.

Especialista em ensinar meus estudantes individualmente, duvidei que conseguiria fazer o mesmo trabalho com um grupo de alunas. Eram muitas, diversos níveis, diferentes expectativas. Disseram para eu desistir, persisti e consegui provar que é possível ensinar o coletivo sem perder o olhar no indivíduo.

Atravessei a cidade para ensiná-lo, peguei três conduções, quase uma inundação, mas consegui chegar a tempo, só para descobrir que ele deixara um aviso na recepção que não poderia fazer a aula.

Ele consegue falar. Feito pai, meu sorriso de orgulho vai de ponta a outra. Ela conseguiu responder. Eles conseguiram entender. Oba! Estou no caminho certo, cada aluno passivo esta se tornando estudante ativo do novo idioma. Estou conseguindo e assim, segue a minha rotina do meu dia.

A cada aula, um desafio. Cada estudante, um universo em potencial. Há momentos em que penso se realmente nasci para isso, mas toda noite quando durmo, reafirmo: Ensinar é o meu caminho e o meu destino.

Não posso e não quero fazer outra coisa além disso.

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