segunda-feira, outubro 18, 2010

HEY MA DURGA: EPARREI!

Outra gripe! Sou esponja de vírus. Desde que tomei a vacina contra a gripe suína, vou pegando tudo que é gripe sãopaulina. Resisto, luto; sei que o melhor remédio é vitamina C e... mantra.

Queria a cama, mas Auri insistiu: " vamos nesse espaço que inaugurou faz alguns meses. Eles terão um evento com dança e mantras para as Mães Divinas. Vamos?"

Fomos!

O corpo doia, a voz estava quase sumindo, mas bastou entrar naquele lugar para eu começar a me sentir melhor. O Espaço Luzeiro fica numa casa no bairro da Aclimação, em Sampa, ao lado do Parque de mesmo nome, não tão longe de casa; o cheiro do incenso e a atmosfera de paz do lugar acalmou os meus nervos e foi pouco a pouco diminuindo minha vontade de em casa estar.
O evento começou e fomos embalados pelo som da música indiana e pela dança das meninas, que deixavam bem claro, nem precisa ir pra India ; já fui! E posso dizer que já ví muito mais coisa bonita representando a cultura indiana por aqui mesmo. Então, logo depois, começaram os mantras para as Mães Divinas:

Sarasvati, a deusa hindu da sabedoria, das artes e da música;
Lakshmi, a deusa da beleza, da fartura e da prosperidade;
Parvati, a deusa do contentamento, do prazer, da alegria, do amor, e da disciplina interior; que também é representada em outras duas faces: Durga ( a guerreira protetora de lei e da ordem - o Dharma - e a destruidora do mal) e Kali (a temida).

Em meio ao canto devocional para Parvati e sua forma mais guerreira, Durga, fechei os olhos e ví essa mulher em cima de um tigre, com seus quatro braços e símbolos tipicamente indiano, e sai do protocolo, alterei a linha, e vi a imagem da deusa Hindú ir se transformando pouco a pouco em Iansã, a guerreira africana, cultuada pelo Candomblé e pela Umbanda. Ao ver a imagem das duas deusas se misturando, eu já não sabia se cantava para Durga ou se cantava para Iansã, e em meio ao "Hey Ma Durga" e o "Eparrei, Iansã!", a imagem novamente se transformou e vi Joana D'Arc na França; Hatshepsut, a primeira Faraó do Egito; a Rainha de Sabá do Oriente Médio e outras tantas mulheres na história, que mesmo em tempos de guerra e cólera, mostraram suas espadas e lutaram por suas causas. Vi também minha esposa, minha mãe e a minha irmã, e outros tantas mulheres fortes que passaram pela minha vida. E quando o mantra acabou, percebi que ficou no ar, um sentimento do mais profundo agradecimento a essas mulheres.

Tudo aquilo parecia uma grande viagem, um delírio, talvez fosse, não duvido; porém, dei-me conta que ao cantar para Durga, estava também cantando para todas essas mulheres guerreiras, que não vivem à sombra dos homens, nem por isso, são menos femininas.

Mulheres de mil faces, de mil qualidades que todos os homens deveriam aprender a respeitar.Para saber mais sobre o espaço Luzeiro:
(11) 5599 3496

Um comentário:

conscienciaempoesia disse...

Sat Nam Frank,
....ou será que seria...
Salve, Frank
...rsssss

Também com tanto colo de tanta mulher poderosa tinha mesmo que sarar...
Colo de mãe, colo de mulher... melhor remédio
;-)

Shalom!
Soph

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