terça-feira, setembro 21, 2010

Gente do Sonho

Acordo. Estou de volta a vigília.

Ainda lembro de algo, não sei ao certo o quê, mais sei que era tão bonito e tão perfeito que me fazia sorrir só por assistir esse algo se manifestar.

Que pena perceber que tudo o que eu senti se esvai como água escorrendo pelos dedos. Que chato que as coisas que tinham tanta importância durante o sono, já não me dizem nada; o que era imprescindível se tornou banal; todo o tesouro dourado virou ouro de tolo; já não tenho mais nada do que eu carregava no sonho dourado onde eu era mais do que aparento e tudo tinha um significado, até mesmo viver nesse mundo onde nada parece ter sentido.

De tudo o que vi, quase nada me lembro, mas ainda carrego em mim, a semente desse menino maravilhado, que olha para as estrelas que enxerga na vigília e diz para si mesmo: sou parte de algo maior e espero conseguir entender um bocado para não mais me esquecer do que fala a Gente do Sonho, do que diz o Povo do Outro Lado.

Sei que preciso mesmo esquecer dali para manter uma firmeza nas coisas que preciso fazer aqui e nas lições que ainda preciso aprender; sei que há sapiência no plano do Construtor da Raça Humana, que permitiu que a nossa consciência só consiga perceber, quando acordada, uma fração daquilo que ela absorve nos caminhos do dormindo. Por isso, mesmo triste por perder a lembrança da poesia das outras esferas, posso ainda, olhar para as coisas que me
arrodeiam e me maravilhar, afinal, o Divino se manifesta em toda forma de beleza, tanto no que há lá quanto no que há cá.

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