segunda-feira, setembro 27, 2010

DIA DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

Havia crianças que esperavam o Natal, outras tantas o próprio aniversário; para o mim guri, eu ansiava mesmo o Dia dos Doces, e não era o dia das crianças, era o dia de São Cosme e São Damião, quando chocolates caiam dos prédios no Cruzeiro Novo, doces eram entregues em saquinhos com os dois santinhos meninos desenhados, balas das mais diversas, marias-mole e pés-de-moleque, pirulito que bate-bate, e outros tantos confeites, confetes, bolos, doces, etc, salve e salve.

Quando era domingo, eu acordava bem cedo para correr atrás dos meus doces; quando era na semana, a meninada saia da escola alucinada, já com a sacola aberta, com a mochila vazia, e corríamos por toda a cidade, por todos os bairros, vilas, buscando aquilo que nos dava tanta alegria.

Brasília só podia ser o paraíso para tantos meninos que cresceram livres nos anos 80. E era, pois, naquela época eramos todos inocentes e mesmo vivendo num fim de ditadura, ainda não havia as gangues de colarinho branco no Senado ( não que se sabia), ou perigo de pedofilia (não que se falasse). Podíamos ficar nas ruas até bem tarde, até a que a última estrela aparecesse e a gente, enfim, se cansasse de liberdade e fosse correndo pra cama, só para acordar no dia seguinte e continuar a jornada de ser criança.

Viva São Cosme, Viva São Damião, e viva todos aqueles que ainda continuam distribuindo doces e eternizando essa tradição.

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