segunda-feira, agosto 16, 2010

Hot and Cold

Todo casal feliz briga, nenhum relacionamento é um lago tranquilo; se você e seu parceiro (a) nunca discutiram, cuidado! Há algo errado, vocês não foram vacinados.

Quando me refiro a "briga", compreendam, que não trato de agressões fisícas ( não há desculpa, não há inteligência, argumento ou razão para isso), mas sim desses desentendimentos que nos fazem repensar a relação, que nos obrigam a dialogar e dizer o que há de errado no estar junto.

Conheci um casal que nunca brigava.

" Pura imaturidade", eles diziam quando se referiam aos desentendimentos entre " marcianos e venusianas".

" Casal que se ama não discute feito criança" eles diziam quando comentavam a sorte que tinham em sempre estarem de bem um com o outro, porém, bastou uma dose de ciúme aliada a outra pitada de situação mal-interpretada para que eles discutissem pela primeira e última vez. Nunca mais se viram, nem querem falar um do outro, não aprenderam a ceder, a compreender que certas situações precisam de "um outro olhar", que é preciso, muitas vezes, ceder, deixar para lá, ou soltar os gatos e cachorros, para depois acalmar o ninho e feito dois passarinhos, voar lado a lado novamente.

Todos os relacionamentos precisam ser infectados pelo vírus da discussão, pelas dores do desentendimento, muitos podem até acabar em brigas ( algumas até desnecessárias), porém, para ficarmos imunes a doença da separação, a briga "sadia", a discussão se faz necesária para aprimorar a nossa imunidade e nos defendermos dos ventos oportunistas que transformam amores em desafetos, destroem grandes casais, abalando para sempre os laços que podemos fortalecer com alguém.

É claro que uma briguinha ou outra é normal e acontece. Contudo, é óbvio também, que casais que só abordam as suas diferenças por meio de brigas não desenvolve nem a imunidade a qual me refiro nem tampouco uma relação sadia com eles mesmos. Quando a roupa fica constantemente suja, essas brigas entram em outra categoria: os viciados em separar e voltar. Esses entram num vício doentil de sentirem as dores e os prazeres que se sente quando nos separamos de alguém e voltamos.

Todo mundo que já se separou de um grande amor, e sabe o que sentiu, o que rolou, quando esse grande amor retornou: o prazer é imenso, o senso de recompensa é gigante, emoçoes fortes, do tipo que pessoas viciadas em esportes radicais sentem; muitos até justificam essas brigas, dizendo que voltar sempre aumenta o tesão, a vida sexual melhora, porém, muitas pessoas acabam procurando apenas essas sensações, ao invés de um amor verdadeiro, uma relação duradoura e com harmonia, e isso é assunto para terapia ou, quem sabe, outra crônica...

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