terça-feira, julho 27, 2010

VÓ GERALDA

Ontem foi Dia da Vovó, esqueci de lembrar da minha, você lembrou da sua? Espero que sim, até anotei na minha agenda, mas a mídia dessa vez não me ajudou, não senti vontade de comprar uma linha de tricô, nem um celular, nem qualquer desses presentes de revista que nos ajudam a comprar qualquer coisa menos aquilo que deveríamos presentear de verdade, por isso, mesmo atrasado, ofereço a minha lembrança de amor e a melhor coisa que eu posso te dar, minha Vó, são as minhas letras.

O problema é que Vovó Geralda não consegue ler, devido a um pequeno probleminha de falta de entendimento de letras, porém, ela consegue interpretar coração como ninguém e tenho certeza que ela vai compreender cada uma das minhas letras e saberá que o seu netinho se tornou uma pessoa muito feliz na vida, em parte, por causa dela. Vovó Geralda foi, e é, e sempre será minha segunda mãe, e muito embora, isso possa parecer clichê, repeteco bobo, tenho que dizer que essa é a melhor definição de uma vovó, afinal, ela veio primeiro.

Para que essa crônica se torne prosa e não apenas uma homenagem com letras à toa, tenho que compartilhar com vocês esse pedaço do meu passado: quando morava com a minha vó, eu era um moleque de 12 anos, revoltado e rebelde, danado e louco para provocar todos a minha volta, por pura carência de ter mãe por perto ( minha mãe estava em Sunpaulo, eu no internato da Paraíba); daí, um dia sai de casa, prometendo que fugiria dali, fugi...pelo menos até a fome apertar, daí voltei com a cara suja e as roupas ainda lavadas numa trouxa. Quando cheguei em casa, minha vó só observou a cena, serviu o jantar, não disse nada, mas deu uma risada que jamais vou esquecer, risada que parecia dizer:

"menino, tenha calma, pois um dia você vai fugir de casa para valer, mas dessa vez será para crescer."

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