sexta-feira, julho 23, 2010

A DANÇA COM SANDRA

"Quando eu era criança, meu pai aplaudia
quando eu cantava:
Você é a Sandra Rosa Madalena..."


Eu que sou duro como pedra, reflexo lento de hipópotamo em corrida de coelho, coordenação meia-tigela, fui conduzido, lá no Reino, por Sandra, que não era nem Rosa, nem Madalena, mas dançava como uma cigana, bailava como folha caindo ao vento, e por uma meia volta, volta e meia, dançamos pelo salão sem paredes com teto de bandeiras e telhas.

Ela pegou na minha mão e perguntou: Você aceita dançar essa canção?

Sorri que sim, e no próximo instante, já estava rodopiando pelo salão com ela, querida amiga, Sandra da Dança Perfeita, que conduziu-me pelo ritmo do tambor em giros do mais puro amor. Minha amiga era pura poesia em movimento, e eu não sabia, se ficava ali vendo, ou sorria, mas decidi, entre o ficar e o ir, voar com a minha amiga, e por alguns segundos, senti que estavámos em pleno ar, e tentei ao máximo, não pisar no seu pé, nem na sua asa.

Dançamos forever! Eu em mim, ela nela, os dois assim, copiando os passos um do outro até a dança acabar num abraço duradouro que ainda carrego comigo feito moeda de ouro para todo o sempre do meu bolso que espera a nossa próxima dança.

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