sexta-feira, junho 25, 2010

A VERDADE MUDA

"Não sou eu quem navega o mar,
É o mar quem me navega"


Eu que me vesti de teoria,
cacei verdades,
criei mitos;
Persegui pistas para compreender
A razão da minha existência na Terra;
Fiquei de boca aberta, cai do cavalo,
Mas abri a testa
E ví:
Na surpresa da familiaridade,
Que eu sempre soube que a vida na Terra,
Era apenas uma
Das milhares
De manifestações da vida
e da realidade;

Realidade que ocorre agora mesmo
Tanto aqui quanto em outras planetas,
Daí, foi por água ao barro,
A minha certeza
De que algum dia
Teria
A posse da Verdade Divina
Que me explicaria o que é a Vida;

E o que é a vida,
Se não um eterno surpreender-se
Jogar-se
Na dança do sempre mudar-se,
No ritmo das multipossibilidades;

Se muda a largarta,
O camaleão,
A flor,
Por que deveria ser permanente
O pensamento desse bicho homem?
É sempre o mesmo, o amor?

Mas ser bicho homem tem dessas coisas,
Nascemos com vontade de descobrir
o que veio antes
e o que virá depois
E a gente ri
Quando se lembra
Que nos esquecemos
que é no presente
Que o Todo se revela
O tempo inteiro;

Vai ver
leva todo o tempo mesmo
Que temos
Para
Compreender
Que o bom viver é não querer entender,
É deixar o mar te navegar,
Sem querer controlar a ordem,
a verdade e o fluxo das coisas que há,
Compreender
Que diante dos segredos
Muda o mundo
E quem fala fica mudo,
Pois
Nem sempre teremos
Um ponto final sobre essas idéias,
E, talvez, seja por isso que existe
As reticências...

Um comentário:

Anônimo disse...

O DNA define "o que" somos, é imutável, não "quem" somos. "Quem" somos muda a cada dia.

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