quarta-feira, junho 02, 2010

UMA VIAGEM ESPIRITUAL ALÉM DO BOJADOR...

(Tudo Vale a Pena, Se a Alma Não é Pequena)

- Por Wagner Borges -

Ó, Grande Universo!
Para onde miro o meu olhar...
Mesmo com as nuvens de chuva à frente,
Eu vejo sua tapeçaria sideral.
Como vejo outras esferas,
Invisíveis aos olhos da carne,
Mas visíveis à inteligência
E sensíveis ao coração.

Na noite chuvosa, bóio no ar,
Por entre os planos, em espírito.
Olho admirado para o zimbório celeste,
E vejo a obra luminosa do Grande Tecedor,
Fonte Imanente de todas as estrelas e seres.

Então, lembro-me de outras visões, de outrora...
Visitas espirituais às estrelas, com os sábios.
Viagens a outras esferas, com os hierofantes*.
Para além, muito além do olhar... Iniciações!

E valeu a pena? Sim!
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
(O grande poeta lusitano também voava pelo céu)

Quem quer viajar para além do físico,
Tem que passar além da dor.
Além do medo, com o coração aceso.
Além do corpo, em espírito.
Além das nuvens de chuva, olhando estrelas.
Além das emoções, seguindo o amor...
Além do horizonte, vendo o Ancião dos Dias,
O Grande Tecedor de estrelas e seres.

Sim, tudo vale a pena.
Principalmente se a alma não é pequena.
Fernando Pessoa sabia disso.
Ele também viajou para além do Bojador**,
Em espírito, e viu o oceano de estrelas.
E se encantou...

P.S.:
Hoje, novamente olho e vejo, além das nuvens de chuva.
Vejo as estrelas, com o coração. E sinto um grande amor.
E me encanto, como o genial poeta português.
Assim como ele e os iniciados de todos os tempos,
Eu também quero voar e ir além do Bojador...
Em espírito, no oceano de estrelas.
E vale a pena, sim. Pois, se alma não é pequena,
É porque o amor é grande.
Então, mesmo com as nuvens de chuva na frente,
Que o amor aconteça e faça ver estrelas.

(Esses escritos são dedicados ao sábio grego Pitágoras, mestre das esferas sutis; a Hermes Trismegistro, o sábio estelar e padrinho secreto dos iniciados; e a Fernando Pessoa, o genial poeta português e grande viajante espiritual.)

Paz e Luz.

São Paulo, 07 de agosto de 2008. - Notas:
* Hierofantes - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, eram os mestres que testavam os neófitos (calouros) nas provas iniciáticas.
** Em Portugal, o Cabo do Bojador tem o significado do último limite do homem e do seu mundo. Os poetas sempre se referem a ele. Segue-se abaixo um trecho da genialidade de Fernando Pessoa:
“Valeu a pena? Tudo vale a pena,
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”

(Do poema “Mar Português”)

Para saber mais sobre o IPPB e as palestras do Professor Wagner Borges, acesse:
http://www.ippb.org.br/

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