sexta-feira, junho 18, 2010

HOMENS MINHOCAS

Há dois dias atrás, na reunião mediúnica na qual trabalho, atendi um espírito desencarnado em situação inédita, e chocante, que me fez refletir sobre várias coisas.

O grupo estava cantando uma música chamada “Quanta Luz”, que se tornou uma espécie de hino da nossa casa de trabalho, um centro voltado para a cura integral, física, emocional e psíquica, já considerando integrado o espírito.

Essa música gera muita energia luminosa, muita paz, e um campo de forças extraordinário.

Enquanto cantávamos, depois de um difícil atendimento a um espírito, para reforçar o campo de forças do ambiente, incorporou um espírito dizendo que aquela música o incomodava, e pedia para pararmos, e pensei a princípio que era alguém das sombras, por ser isso comum. Os maus não gostam mesmo da luz, nem daquele tipo de música.
Ele então disse que a música gerava luz, e que a luz fazia arder a sua pele, pois caíam gotas de luz que pareciam ácido na sua pele.

Comecei a aplicar-lhe um passe de perto, pois a médium estava na cadeira ao meu lado.
Ele dizia que o contato da luz com a sua pele doía, e o fazia sofrer muito, e pedia um guarda-chuvas para se proteger da luz.

Parei o passe, e fui conversando com ele, para entender melhor seu problema, que era intrigante.

O espírito tinha sido resgatado de um lugar nas profundezas da Terra, de uma zona próxima ao magma que existe bem lá no fundo, no interior do planeta.

Ele estava escravizado há muito tempo. Já não tinha noção de quanto tempo estava lá. E estava cavando e cavando, por ordem de alguém, em busca de uma substância que não soube explicar exatamente o que era, mas que não era semelhante ao diamante. E dizia que os comandantes do trabalho utilizavam a tal substância em uma máquina.

Tudo isso, deve ficar bem claro, se passava no mundo espiritual, no centro da Terra.
Ele dizia que havia muitos outros também lá, como ele, e que eram chamados pelos chefes de “Homem-Minhoca”, porque só faziam cavar. E que se parassem de cavar eram castigados.

Ele disse que estava com medo por estar ali conosco, pois seria castigado pelos feitores, e não sabia dizer como chegou até nós.

O pobre infeliz dizia que sua pele já não existia mais, e que ela estava quase totalmente transparente, dando para ver mais ou menos as veias dentro do corpo.
Pensem em alguém sem pele, meio transparente. Era o coitado.

Isso, provavelmente, se deu em função da perda do contato absoluto com a luz solar, mesmo no mundo espiritual, além, talvez, do contato com a tal substância de que ele falou, e talvez pela proximidade do magma. Ele não soube explicar a razão de ter perdido a pele do corpo espiritual.

Fizemos um trabalho de colocação de uma espécie de unguento na pele dele, mas tudo no nível do corpo espiritual, nada físico.

Ele se sentiu aliviado e agradeceu, e então foi encaminhado para um hospital no plano espiritual para tratamento mais adequado, pois o nosso trabalho é mais ou menos o de um pronto socorro.

Ele disse que ainda há muita gente lá, cavando, nas mesmas condições em que ele vivia, e eu disse que cada um seria resgatado no seu devido tempo. Essa decisão não nos compete.

Fiquei pensando a que nível de degradação humana e espiritual podemos chegar!
Isso envolve tanto os “homens-minhoca” quanto os que os escravizam.

Os escravos devem ter descido àquelas profundezas no mundo espiritual após uma vida terrena como perversos, tendo descido para as zonas mais inferiores do mundo espiritual, mais próximas do centro da Terra, devido ao corpo espiritual muito denso, e terminaram caindo nas mãos de gente ainda mais perversa, devido ao processo de culpa a que se entregaram.

Quando alguém foi muito mau na vida física, e se sente culpado depois da morte, merecedor mesmo do inferno, e sem um imediato arrependimento, sem acreditar em Deus, sem orar a Ele, ou a um grande líder espiritual, como Jesus, por exemplo, ou Buda, pode se tornar uma presa fácil para espíritos que habitam as regiões das sombras, que utilizam esses infelizes desencarnados para auxiliá-los nos seus trabalhos voltados para o mal.

Quantas organizões marginais existem no mundo espiritual...conheço inúmeras...mantenho contato frequente com muitas delas...e estamos sempre resgatando espíritos escravizados por essas organizações do submundo astral...

Essa organização que mantém aprisionados e trabalhando os “homens-minhoca” é apenas uma entre tantas outras. Apenas mais uma. Porém deve ser uma organização com uma tarefa diferente, e especializada, pois eles manipulam uma substância totalmente desconhecida dos humanos, para utilizá-la em aparelhos por eles construídos, e para fins também por nós encarnados inteiramente desconhecidos.

Tudo isso me lembra das osbessões complexas, de que tanto falam os livros psicografados por Robson Pinheiro, na qual são utilizados aparelhos.

A degradação humana e espiritual não tem limites!

Levar uma vida criminosa e perversa na Terra pode significar muitos séculos no submundo espiritual, escravizado por organizações perversas, sendo joguetes dos espíritos das sombras que tanto fazem mal à humanidade.

O ser desencarnado que desce tão fundo no mundo espiritual deixa de ver a luz, e vive literalmente na escuridão, e nessas regiões próximas do magma devem sentir um calor verdadeiramente infernal, pois seus corpos se tornam lá quase tão materiais quanto o corpo físico. A diferença do grau de materialidade deles é muito pequena, em relação ao nosso corpo físico, e por isso sentem o calor do magma muito intenso. É daí talvez que vem a lenda do inferno quente, e do fogo eterno do inferno.

Na escuridão, perdem aos poucos a noção de noite e dia, pois para eles só existe uma noite eterna...

A sensação de que aquilo não terá fim, de que seu “castigo” é eterno, é muito real, e deve causar imenso sofrimento aos seres assim escravizados.

Muitos aceitam por tempo por demais longo o que acham que é castigo Deus, sem arrependimento pelo passado delituoso, e devido à crença no inferno eterno, no fogo eterno do inferno, o que é pregado por várias religiões na Terra.

Como muitas religiões pregam que os maus viverão para sempre no inferno, e que de lá não poderão mais sair, então muitos sequer pensam na possibilidade de pedir socorro. E a quem, já que eles não acreditavam em Deus?

Acabam aceitando a triste realidade, e se acomodam à dor e ao extremo sofrimento.
Muitas vezes passam-se séculos e mais séculos até que o desespero tome conta de um ser perverso, e então ele aos poucos começa a pensar se realmente não existe mesmo um Deus, como muita gente acreditava na Terra, quando ele ali vivia. E isso vai fazendo ele começar a se arrepender da vida tortuosa que levava, e inicia-se o remorso, até que um dia vem o choro, mas o choro sincero, sentido, e o pedido de ajuda dirigido a Deus, pedindo perdão pelo que fez. E isso acaba sendo ouvido pelos trabalhadores espirituais.

Deus não desampara ninguém!

Há muitos seres iluminados na Terra trabalhando para resgatar esses pobres coitados que levaram uma vida perversa, apenas voltada para seu prazer pessoal, de forma egoística, e com prejuízo para os outros.

É preciso muito tempo, séculos mesmo de dor e sofrimento para despertar essas consciências, até que elas sintam o quanto fizeram o mal, e se cansem de sofrer.
O sofrimento nesses planos infernais é tão grande que até os mais perversos e endurecidos um dia se cansam de sofrer, se desesperam, amolecem o coração, e terminam se curvando, baixam a cabeça, se humilham, lançam o olhar para o alto, mesmo apenas vendo nuvens negras nas trevas intensas, sem ver a luz do sol, do qual têm apenas uma pálida lembrança, e então oram a Deus, ou a Jesus, ou a Buda, ou outro luminar.

Então chega por fim o socorro, o resgate, como aconteceu com o irmão que atendemos, e que disse ser chamado pelos perversos de “Homem-Minhoca”.

Não existe inferno eterno! Existe inferno mental, que nos leva a zonas e situações infernais, mas apenas temporariamente, mesmo que isso signifique mil anos.

Um dia chega o arrependimento, por mais que isso demore. Mas quanto mais rápido, menos sofrimento.

O ideal é levar uma vida sem fazer mal a qualquer pessoa!

Ser um bom ser humano, manso e pacífico, ordeiro, honesto, sem prejudicar ninguém, somente fazendo o bem aos outros.

O mundo espiritual é maravilhoso e verdadeiramente paradisíaco para aqueles que são bons espíritos, que amam o próximo, que ajudam, que amparam, que perdoam, que trabalham pelo bem-estar de todos.

Para quê se dedicar ao mal e depois descer ao inferno...por longos séculos...onde só há de fato choro e ranger de dentes...

Muita paz.

Salvador, 20 de maio de 2010

Luis Roberto Mattos.

ublicado em: http://mestresanakhan.com.br/home/ler_relato.asp?cod=30

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