quarta-feira, junho 09, 2010

Em paz com o tempo

Envelhecer nos ensina a voltar para dentro de nós mesmos, a rever valores e a constatar que o que realmente importa na vida está muito além da forma e do corpo perfeito.

O mestre espiritual, Eckhart Tolle diz que nessa fase nos ligamos mais ao Ser do que ao fazer.

Para o pesquisador da Universidade Católica de Brasília, Vicente Alves, na velhice, nos aproximamos mais do significado último do que é viver

Poucas coisas preocupam tanto o ser humano quanto a passagem do tempo. Em culturas como a nossa, regidas pela lógica do possuir e do parecer ser, se deparar com o tempo passando, sempre tão rápido, pode ser realmente angustiante. No país do culto ao corpo perfeito, não é fácil perder o vigor físico, enfrentar doenças e constatar o aumento da distância entre nossa imagem no espelho e a de figurinhas badaladas pela mídia – que são sempre outras, afinal, elas também envelhecem. E, com certa freqüência, muito mal.

Não adianta, envelhecer faz parte do contrato dos seres humanos que querem experimentar a vida por mais tempo e isso não precisa ser necessariamente um problema. Muitas culturas sabem reconhecer nos idosos a sabedoria e a experiência que acumularam ao longo da vida e admiram-nos por tudo o que viveram.

O renomado mestre espiritual Eckhart Tolle, autor do livro “Um novo mundo: o despertar de uma nova consciência” (Sextante), diz que, nessa fase da vida, começamos a nos identificar menos com nossa forma física e o desejo, típico da juventude e da fase adulta, de expandir, conquistar espaço e realizar mil coisas e nos voltamos mais para nosso propósito interior e ampliamos nossa consciência, despertamos para uma dimensão mais espiritual – o que não quer dizer religiosa – da vida.

“Nas culturas mais antigas, deve ter havido uma compreensão intuitiva desse processo, e é por isso que os idosos eram respeitados e reverenciados. Eles eram os repositórios da sabedoria e ofereciam a dimensão da profundidade, sem a qual nenhuma civilização pode sobreviver por muito tempo”, escreve Tolle. “Na velhice, a ênfase muda do fazer para o Ser, e nossa civilização, que está perdida no fazer, não sabe nada do Ser”.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Universidade Católica de Brasília, Vicente Paulo Alves, um dos autores do artigo “Envelhecimento: resiliência e espiritualidade”, diz que está muito enraizada em nós a ideia de que envelhecer é perder uma série de coisas. “Mas, à medida que envelhecemos, temos mais capacidade de superar dificuldades e nos encontramos mais sintonizados com valores que consolidamos ao longo da vida”.

Aliás, a passagem do tempo vai deixando mais claro o que realmente importa para nós. “Ao sentir-se velha, a pessoa percebe que a vida, o amor, a solidariedade, o bom convívio e a paz têm muito mais valor do que o que construiu materialmente. A vida vai ficando menos superficial e há uma busca maior pela essência, pelo significado último do que é viver”, observa Vicente.

Poucas coisas preocupam tanto o ser humano quanto a passagem do tempo. Em culturas como a nossa, regidas pela lógica do possuir e do parecer ser, se deparar com o tempo passando, sempre tão rápido, pode ser realmente angustiante. No país do culto ao corpo perfeito, não é fácil perder o vigor físico, enfrentar doenças e constatar o aumento da distância entre nossa imagem no espelho e a de figurinhas badaladas pela mídia – que são sempre outras, afinal, elas também envelhecem. E, com certa freqüência, muito mal.

Não adianta, envelhecer faz parte do contrato dos seres humanos que querem experimentar a vida por mais tempo e isso não precisa ser necessariamente um problema. Muitas culturas sabem reconhecer nos idosos a sabedoria e a experiência que acumularam ao longo da vida e admiram-nos por tudo o que viveram.

O renomado mestre espiritual Eckhart Tolle, autor do livro “Um novo mundo: o despertar de uma nova consciência” (Sextante), diz que, nessa fase da vida, começamos a nos identificar menos com nossa forma física e o desejo, típico da juventude e da fase adulta, de expandir, conquistar espaço e realizar mil coisas e nos voltamos mais para nosso propósito interior e ampliamos nossa consciência, despertamos para uma dimensão mais espiritual – o que não quer dizer religiosa – da vida.

“Nas culturas mais antigas, deve ter havido uma compreensão intuitiva desse processo, e é por isso que os idosos eram respeitados e reverenciados. Eles eram os repositórios da sabedoria e ofereciam a dimensão da profundidade, sem a qual nenhuma civilização pode sobreviver por muito tempo”, escreve Tolle. “Na velhice, a ênfase muda do fazer para o Ser, e nossa civilização, que está perdida no fazer, não sabe nada do Ser”.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Universidade Católica de Brasília, Vicente Paulo Alves, um dos autores do artigo “Envelhecimento: resiliência e espiritualidade”, diz que está muito enraizada em nós a ideia de que envelhecer é perder uma série de coisas. “Mas, à medida que envelhecemos, temos mais capacidade de superar dificuldades e nos encontramos mais sintonizados com valores que consolidamos ao longo da vida”.

Aliás, a passagem do tempo vai deixando mais claro o que realmente importa para nós. “Ao sentir-se velha, a pessoa percebe que a vida, o amor, a solidariedade, o bom convívio e a paz têm muito mais valor do que o que construiu materialmente. A vida vai ficando menos superficial e há uma busca maior pela essência, pelo significado último do que é viver”, observa Vicente.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br

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