sábado, junho 26, 2010

A BUSCA

Procurar fora,
Passar a vida inteira nessa busca
É um tiro no pé,
Um grilo na cuca;
Que poderia ter sido evitado
Se você tivesse ouvido
O básico:
“Conheça-se a si mesmo”


A BUSCA II
Ainda ontem
Eu era apenas
Um sopro de vida
Sem forma
Sem expressão
Sem poesia
Eu apenas era
E isso se bastava
Quis a Força Maior
Que eu virasse forma
Que eu tivesse uma expressão
Que eu me tornasse poesia
E estranho
Pois isso em si já não me basta
Junto com a carne
Veio uma vontade
De me tornar algo mais
Talvez quem eu já era
Antes de ser sopro de vida
Na Terra
Na carne
E querendo tornar a ser
Desconfio
Que descobri
Que aprender é lembrar
Que eu sou
Não apenas um sopro de vida
Mas o próprio sopro

A BUSCA III

Nessa dimensão de expiação
O mistério nunca será revelado
Não por ser oculto
Não por ser proibido
Mas porque não temos sentidos
Para desvendar o velado
Compreender o sentido
Da nossa existência
Na carne
Seria como tentar explicar para uma formiga
Que ela faz parte de um universo
Por isso de nada vale o esforço da ciência
Em transformar o Homem em apenas isso
Pois
Dentro da gente
Há a semente
De quem somos
Esperando pela água do despertar
Para nos lembrar
Que antes de sermos
Feitos de corpo
Éramos feitos de algo que não sei contar
Mas o que posso dizer
É que quem já morreu sabe disso
Pena que eles não podem voltar para contar!

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