domingo, abril 04, 2010

PÁSCOA, RENASCIMENTO E ASSÉDIO


Fui assediado por um longo tempo.

Esse assédio, porém,
não foi feito por um obessessor
de vidas passadas,
um desafeto
de vidas atuais
ou um assediador zombeteiro;
esse assédio era uma idéia que se cristalizou
dentro da minha consciência de tal forma,
que eu não sabia se ela era parte de mim
ou se eu era parte dela;
e não me deixava mudar ou crescer,
nem prosseguir,
e assim fiquei preso
por um ciclo inteiro.

Ela não me dominou facilmente.
Lutei, com todas as minhas forças,
bravamente,
para que ela não tomasse de conta dos meus pensamentos,
das minhas vontades,
pois sabia,
que dali, ela migraria
para as minhas ações,
os meus atos,
por isso, resisti e a combati,
mas ela sempre voltava,
sempre revestida de boas intenções,
sempre com outro canto de sereia
para me iludir e me fazer desistir
do combate,
até, que por fim, ela enfraqueceu,
e quando veio me visitar nessa Sexta-Feira Santa,
encontrou um outro "Eu",
incapaz de sucumbir aos seus encantos.

Foi então que eu pude sair
da caverna dos meus conflitos interiores,
mais forte e renovado,
sem culpar os agentes exteriores,
pois eu havia renascido do combate
com o assédio que eu mesmo havia criado.

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