sexta-feira, abril 23, 2010

O Acidente, O Anjo e Jorge

Eu que não tinha pensamento para Jorge; nunca brinquei de cavaleiro; da lua, apenas extraia o brilho e as poesias; da Umbanda, cantava só para Oxossi; de repente, encontrei no meio da rua de uma meditação, aquele caboclo com asas de anjo e armadura de guerreiro.

Pensei que era apenas uma ilusão, saí pelos cantos, achando que não era comigo; mas no minuto seguinte, em que lhe dei as costas, ouvi o seu chamado: acorda!

Abri os olhos bem a tempo de sentir que o motorista perdia a direção; sem cinto no carro, segurei-me no que pude antes da colisão. Batemos!



Com o impacto, machuquei a minha cabeça e senti o câmbio atingir a minha barriga; faltou-me ar, faltaria a vida, se eu não tivesse despertado antes do tempo da batida, antes de ver o outro carro avançando em direção ao nosso.

Com a dor, perdi a consciência por alguns segundos, e também a lembrança daquele cavaleiro me avisando e protegendo.

Eu tinha 10 anos, quando esse acidente ocorreu. E aos 36, lembrei numa meditação daquele encontro que tive quando criança e sorri, ao me dar conta, que aquele anjo que me guardava, ainda deve estar ao meu lado, e se eu me esforçar, consigo até falar com ele, basta dizer: Ogum Yê!!!
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