quinta-feira, abril 22, 2010

ESTRELA E CARNE NA SENDA DA LUZ

(Escalando as Escarpas íngremes do Ego)

Por Wagner Borges

Eu estou aqui...
De coração aberto
E mente lúcida.

Meu Pai é o Espaço.
Minha Mãe é a Terra.
E eu honro a ambos.

As estrelas são minhas irmãs.
E as montanhas também.
E a aurora e o crepúsculo...

O dia e a noite são meus professores.
O sol e a lua observam todos os meus atos.
E tudo que vive é meu próximo.

Eu vi a semeadura nos olhos dos meus pais.
E eu sou a colheita deles – e de todos os meus ancestrais.
E eu os honro com minha jornada...

Eu estou aqui...
Pela Força da Presença*.
Pelo Grande Amor que me faz viver.

Minha história é igual à de todos.
Nem no céu e nem nas campinas.
Mas dentro do coração.

Eu sei que sou visto e conhecido.
Porque a vida tem muitas direções...
E caminhos, planos e seres infinitos.

A Luz me conhece, por inteiro.
E só Ela pode dizer algo a meu respeito.
E o seu brilho está em meus olhos.

Eu estou aqui...
Em espírito e verdade, como me foi ensinado.
E não há arrogância em meus propósitos.

Eu emergi da noite dos tempos tristes.
E escalei as escarpas íngremes do meu ego.
Até sair do abismo de minha ignorância.

E forjei meu caráter na dor e nas brumas.
E pedi perdão com sinceridade e abertura.
E continuei a lutar, movendo-me para a Luz.

Então, recuperei minha jornada e meu brilho.
Porque lutei para vencer a mim mesmo.
E, finalmente, olhei novamente as estrelas.

E senti que eu era muito conhecido por elas.
E que nunca estivera sozinho realmente.
Porque o meu coração reconhecia novamente a Presença.

Eu estou aqui...
E minha fiadora é a Luz.
Sou estrela e carne na senda...

Outrora, eu achava que era meu.
Mas descobri que meu era só o orgulho.
E minhas tolices e meus medos, e também minha dor.

Ah, eu morri dentro de mim mesmo.
E renasci no mesmo instante.
E o meu corpo espiritual** resplandeceu.

Deixei o meu corpo na Terra...
E voei nas pradarias extrafísicas...
Junto com os espíritos das brumas.

E, depois, voltei bem consciente das coisas.
E saudei a natureza, as fontes e a floresta.
Abracei as árvores e senti a vida pulsando.

Ah, as escamas de minha ignorância tinham caído.
E eu percebia a Presença em todas as coisas.
Sim, até mesmo dentro do meu coração.

Eu estou aqui...
Com minhas qualidades e meus defeitos.
Contudo, não mais envergonhado de minha senda.

Hoje eu ando com passos firmes...
Porque não é mais a jornada do meu ego.
E eu vejo as marcas que deixo no mundo.

E sei que sou a colheita dos meus ancestrais.
E eu os respeito e amo... E agradeço.
E honro a Luz da qual faço parte.

Eu estou aqui...
Diante da assembléia dos sábios.
E unido aos meus irmãos de lides espirituais.

E reafirmo o meu compromisso com a Luz.
Porque eu não sou mais meu!
E o meu coração sente um Grande Amor.

E, por onde eu for, que eu semeie estrelas.
E que elas também iluminem a jornada de outros...
Sim, na Terra e além... Pela Luz.

Eu estou aqui...
E sou conhecido, em muitos planos.
O eu antigo e tolo se foi... Mas ficou a Luz.

E diante de todos, sábios e irmãos de senda,
Eu peço perdão pelas minhas falhas.
E me alegro com as qualidades e vislumbres de algo melhor.

Ah, eu olho essa reunião e percebo a Presença...
No olhar de cada um, dentro e fora do corpo.
E vejo a Luz de um Grande Amor.

Eu estou aqui...
De mente e coração abertos.
Em espírito e verdade; estrela e carne.

Eu sou a colheita dos meus ancestrais.
Tenho qualidades e defeitos, e minha trilha é honrada.
E não há ódio em meus propósitos.

E, por onde eu for, realizarei o meu melhor.
E que, na hora das provas retificadoras, a Espiritualidade me guie.
Porque a colheita que eu sou agora é da Luz.

Eu estou aqui...
Nas lides do mundo, junto com meus irmãos.
E sei que sou conhecido – e eles também.

Então, diante da assembléia do Invisível Imanente,
Em espírito e verdade, como me foi ensinado, eu digo:
“É hora de semear estrelas na senda... E que a colheita seja luminosa!”

Eu estou aqui...
E os espíritos das brumas são minhas testemunhas.
E a Luz é minha fiadora – e dos meus irmãos também.

Ah, eu estou aqui...
Pela Força da Presença.
E por um Grande Amor.

(Dedicado aos 120 participantes do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.)

Com Gratidão.
Paz e Luz.

- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, tentando semear estrelas na senda, pela Luz.
São Paulo, 24 de fevereiro de 2010.

- Notas:
* A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo.
Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!” - E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano.
Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos. Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres. Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade.
Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro! E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo. E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê. O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”
** Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz – Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.


Notas do Frank: para ler mais textos do Professor Wagner Borges e saber mais sobre o IPPB, acesse: www.ippb.org.br

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