quarta-feira, março 10, 2010

VIGÍLIA

Você vai se esquecer;
Tudo isso que sente aqui,
O que viu
O que vê,
Dessas belezas
Dessas maravilhas,
Vai restar apenas
Uma lembrança das tintas
Que colorem essa aquarela
Dessa realidade paralela,
Que todos duvidam que exista;

Dessa experiência,
Dessa certeza,
Vai sobrar apenas
Uma intuição
Te pedindo meditação,
Reflexão
e Vontade,
De transformá-la num texto
Ou qualquer mensagem,
Quem sabe um quadro,
Uma canção,
Ou algo que te dê coragem
De continuar acreditando,
Dando passagem
Ao desejo de descobrir
Mais e mais,
Do que todos nós somos feitos;


Porém, você vai se esquecer
É natural,
É normal,
Porque é assim que tem que ser;

Nenhuma máquina humana
Jamais conseguirá provar
Aquilo que só se faz presente
No subjetivo,
Em sonhos,
No amar;

E se por acaso
Você ainda assim se lembrar
Dessa nossa conversa
Sobre despertar,
Não se culpe tanto
Por não conseguir
Colocar em palavras
O que não cabe na mente,
Mas se mesmo assim,
Você insistir,
Seja paciente
E escreva
Algo
Que apenas diga
Como a luz continua,
E que a vida não depende de um corpo
Pois Ela é infinita,
E que o segredo
Que todos buscam no astral,
Nas estrelas,
No céu,
Nas entrelinhas do bem e do mal,
Se descortina
Todos os dias
No abrir dos olhos
Em frente ao nariz
De quem vigia
A vigília.

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