terça-feira, março 30, 2010

A PELEJA DO HOMEM CONTRA A ESCURIDÃO

E ra uma vez
Um tempo,
Em que a Luz
Que se expandia,
Foi aprisionada
E retraída
Pela Escuridão;
Que sem a Luz para impedi-la,
Reinou absoluta;
Até o dia,
Em que a Luz
Explodiu em Som,
E a Escuridão assustada,
Com medo do OM!
Fujiu, para as Cavernas do Nada
Enquanto a Luz
Seguiu se ampliando,
Criando,
Tomando o espaço
Ocupado por tanto tempo
Pela Escuridão;

A Luz
Cansada das idas e vindas
Desse combate
Eterno com a Escuridão,
Criou a Matéria;

E
A Matéria para fortalecer a Luz,
Criou o Amor;

E
O Amor criou a Vida;

E
A Vida criou
As Rosas,
O Homem,
E o Beija-flor;

A Escuridão,
Das cavernas onde estava,
Ficou admirada
Com toda aquela Imensidão!
E permaneceu à espreita,
Esperando qualquer chance
De invadir o Reino da Matéria
E dominar toda aquela Criação;

As Rosas e o Beija-flor
Permaneceram co-criando
Com a Luz,
Baseando
As suas vidas
Na Matéria,
No Amor e nas Vibrações do Criador;
O Homem, contudo,
Admirado
Com a sua própria capacidade
De perceber o seu
Poder
De co-criar,
Percebeu também as Trevas,
E flertando com ela,
Trouxe a Escuridão
Para o Reino da Matéria;

A Escuridão,
Em forma de serpente,
Foi se aninhando
Nas frestas do pensamento humano,
E convencendo o homem
Que a mente,
Que era apenas uma ferramenta
Na verdade
Era
O Senhor daquela Terra da Matéria,
E o homem nisso acreditou;
E duvidando que pudesse
Haver algo a mais que
O que dizia a Mente,
Abriu mais ainda
A porta da sua casa
Para as Trevas,
Que foi dominando completamente
Aquele Mundo da Matéria,
Era após Era;

O Homem,
Depois de perceber
Que dera passagem
Para
O Caos, a Morte
E a Guerra;
Lembrou-se
Da Luz,
E exigiu
Que Ela combatesse a Escuridão;
Mas a Luz respondeu
Que nada poderia fazer
Pois junto com o Amor,
Que o fizera nascer,
O Homem também possuia
O "livre-arbítrio"
E ele próprio
Deveria ter impedido
O que havia acontecido!
E diante da resposta do Criador,
Mas ainda o Homem duvidou
Que pudesse existir
De fato,
O Amor;

A Luz não era impiedosa,
Ela apenas conhecia as Trevas,
E conhecia muito mais os Homens,
E sabia que só o Homem poderia expulsar
A Escuridão do seu lar;

E
Enquanto ele
Continuava reclamando
Que a Luz não o ajudava,
Mas as Trevas iam se espalhando,
E a Escuridão
Dominando
O Reino da Matéria,
Enaltecendo o ego do Homem
E lhe dizendo
Para confiar apenas na sua mente:
pois se existisse mesmo a Luz
Ela não teria permitido
As Trevas, a Dor e a Cruz;

E
Quando mais ouvia as Trevas,
Mas o Homem foi ficando
Surdo
Para as Vibrações do Criador,
Que o permitia
Conversar com a Luz,
Como faziam as Rosas e o Beija-flor;

E
Diante do silêncio
Mais ainda o Homem foi se convecendo
Que a Escuridão tinha razão:
A Luz da Criação só podia ser algo
Criado pela sua Mente,
Numa tentativa desesperada
De explicar as coisas
Que não podiam ser explicadas;

Mas a Luz, em sua eterna paciência
Sabe que dentro dos Homens,
Em algum lugar da sua essência
Está o Amor,
E quando o Amor criou a Vida
Criou também a Consciência cósmica,
A semente ,
Que quando for despertada ,
Lembrará os homens da sua missão:
Combater a Escuridão
Com o melhor que ele puder
Fazer na sua co-criação!

E
É somente aliando
A Consciência com o amor,
Que o Homem conseguirá despertar
Do seu torpor,
Que o faz acreditar
Que ele nada pode fazer
Para combater
As trevas que o faz sofrer;

E
Assim, os Homens vivem até hoje
Tentando combater a escuridão,
Sem imaginar que basta
Acordar
A Luz em seu próprio peito,
Para as Trevas expulsar
E eles voltarem a ouvir
O Som da Criação.
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