quarta-feira, fevereiro 03, 2010

O DIA EM QUE A MÚSICA MORREU

Escrito por Parolin

Muitas coisas acontecem todo dia em todo mundo. Pessoas nascem e pessoas morrem, e no dia três de fevereiro não foi diferente. Porém o que marca esse dia não é o nascimento de pessoas como Dulcina de Moraes excelente atriz carioca da década de 20, Chico Serra, o tri-campeão da Stock Car, ou de Matheus Leonardo Parolin a pessoa que escreve isso agora. O dia é famoso pelas perdas, como de Johann Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg o inventor da imprensa e de Raul Padilla , o Jaiminho do Chaves.

Porém a maior perda foi a musical.

Em três de fevereiro de 1959 um avião se choca em uma montanha em Iowa, EUA, matando seus três célebres passageiros: Big Bopper, Ritchie Valens e Buddy Holly, tornando o dia mais conhecido como "O Dia que a Música Morreu".

O rock tinha acabado de nascer e não conseguia manter uma boa base para continuar crescendo. Elvis foi para a guerra e quando voltou resolveu fazer filminhos e músiquinhas de qualidade duvidosa como Viva Las Vegas e Bossa Nova Baby. Jerry Lee Lewis estava enterrado pelas críticas com o casamento com sua prima de 13 anos. Chuck Berry estava pior ainda, preso com o caso de prostituição com uma menor. Little Richard encontrou "a luz", abandonou o rock e foi para a igreja.

Nesse cenário decadente surge os três astros que reviraram e reviveram a música. Eram todos jovens ainda e talvez não tivessem uma carreira longa e famosa, mas a morte prematura fez com que todos eles entrassem para a história do rock.

Richie Valens tinha apenas 17 anos e talvez se tornasse o que os americanos chamam de one hit wonder, mas o fato é que ele acertou em cheio ao gravar La Bamba, tornando-o digno de nota na história da ascensão dos latinos na cultura de massas americana.

Big Bopper era nada mais nada menos que o DJ mais famoso da América e autor do hit "Chantilly Lace", que para alguns não passa de uma música engraçadinha, mas ela foi sucesso e fez muitos se sentirem "vivos por dentro", como somente uma música de verdade é capaz.

Buddy Holly com certeza era o mais importante dos três, possuia mais canções gravadas que os outros dois, e ainda é possível encontrar vários bootlegs e oficiais internet afora. Ele popularizou o que hoje é o padrão do rock: duas guitarras, um baixo e uma bateria.

E a sua influência não para por aí, muitos cantores como Raul Seixas e Lulu Santos aqui no Brasil e os Beatles e Rolling Stones na Inglaterra eram fãs incondicionais do Buddy Holly, e seus trabalhos foram profundamente influenciados por Buddy e sua banda Crickets. A primeira canção gravada por Mick Jagger e a sua turma foi "Not Fade Away" e os Beatles criaram seu nome a partir do nome da banda de Buddy Holly, The Crickets. E como se não bastasse o rapaz usava óculos; e ninguém usava óculos no showbiz antes dele.

O acidente ocorreu na madrugada de 3 de fevereiro de 1959, logo após um show em Clear Lake. Os três participavam da turnê Winter Dance Party, consolidando junto aos fãs do meio-oeste americano o sucesso. Após infindáveis e extenuantes viagens de ônibus, ao longo de estradas constantemente cobertas de neve, Buddy Holly cansado resolveu fretar um avião para continuar a turnê. Havia mais dois lugares, um deles ocupado por Big Bopper que estava gripado e cansado da longa turnê. Dizem por aí que a última vaga foi disputada no cara-ou-coroa, e como Deus além de jogar dados com o universo joga também jo-ken-po, cara-ou-coroa e ímpar-par, o escolhido foi Ritchie Valens.

A música sofreu um baque e demoraria para se recuperar. Foi preciso que alguns garotos mal educados de Liverpool aparecessem cantando "I Want to Hold Your Hand".

Então a partir da metade da década de 60 o rock resgataria sua vocação transgressora, e no início de 70 Don McLean, escreve e lança American Pie.

A canção transformou-se num estrondoso sucesso e chegou ao primeiro lugar nos tops norte-americanos. A sua letra extensa e enigmática contém dezenas de referências a vários artistas, canções, lugares e acontecimentos da história do Rock and Roll. O significado das suas metáforas tem sido debatido durante anos pelos admiradores da música, o que gerou diversas hipóteses que tentam esclarecer cada frase escrita por Don McLean.

A música fala sobre "o dia em que a música morreu", numa alusão ao dia em que Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper morreram num acidente de avião, tecendo um comentário acerca de como o rock & roll mudou nos anos que se seguiram. McLean aparenta lamentar a falta de música "dançável", em parte atribuindo essa carência à ausência de Buddy Holly e seus companheiros.


FONTE: http://my.opera.com/parolin/blog/show.dml/1718713

2 comentários:

Bleffe disse...

Curte Lulu Santos? Dá uma ouvida no som do Bleffe

http://bit.ly/2wJdCC

Se gostar, pode baixar, é DE GRAÇA!!!

http://bit.ly/4LPNUD

theme disse...

O amigo escreveu um pouco da história da música jovem tal como ela era quando os Beatles estavam ainda na escola secundária. Nada impedia que Buddy Holy (sou fâ) e Valens, e tantos outros, a exemplo de Bill Halley e os Seus Cometas surpreendessem o mundo com músicas e ritmos tão eloquentes. Entretanto, acrescento que os Stones gravaram até música de Paul e John. foi então que, Jerry Lee Lewis, logo antes, percebeu que a saída era fazer música gospel com um piano extraordinário do qual era (e ainda é) um exímio e versátil músico, mas que retirou-se dos palcos por razões pessoais. Quanto aos Beatles, eles tiveram muitas inspirações para colocar nome na sua banda, como vc sabe. Portanto, pelo que me consta, nada de mais em colocar "cricret", alias, nome tb de um esporte muito popular na Inglaterra. Acho que continuo com a opinião de que a história do rock'n'roll contou em muito com a versatilidade dos FAB-4, de Elvis Presley e dos precurssores que se seguiram logo em seguida. Abrcs.

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