sexta-feira, janeiro 22, 2010

Sete Motivos

Não é só partir, tem também o recomeçar. A mente se coça, o coração pede cobertor, pois o peito está frio, quem aquecia se foi.

- Vá embora! Ou vou eu! - ela disse - Não percebe que já não há mais nada aqui dentro desse corpo, dentro dessa casa; o amor que fluia envolvendo o espaço de nóis dois, se foi faz tempo, e apenas fingíamos, enganados e inocentes, que ele ainda estava dentro.

Quem aquecia quem?

Tem calor que é bom, tem outro, que amortece, e vai matando pouco a pouco, aquilo que nos renova, floresce o nosso potencial. O que era chama sempre se apaga, não é culpa de ninguém, é apenas a natureza das coisas. Se bem, que ás vezes, há também a chama que se apaga pelo mau.

- Eu vou - ele respondeu - Vou pra longe, até que a minha falta te faça perceber que não ter a mim é pior que comigo estar. Estarei sozinho, pois não quero me enganar, fingindo que tenho você em outros corpos, em outros lábios. Você sabe, quem eu quero de fato; e não vou descansar até recuperar, para sempre, a vida que eu mereço ter.

Ela sabia que ele não desistiria fácil, mas respirou aliviada quando ele partiu.

Dias depois, ele invadiu o lugar onde ela trabalhava e deixou com ela sete motivos que fazia dele, não um homem, mais uma besta; e sabia que dali em diante, ela jamais seria esquecida e viveria agora dentro dele, para sempre, para sempre...
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