quarta-feira, janeiro 27, 2010

Deixei um amigo em Machu Picchu

Tenho um amigo que mora em Águas Calientes, o vilarejo aos pés das montanhas, onde está a famosa cidade perdida-achada Inca. Trocamos algumas cartas por anos, e depois do advento da internet, volta e meia, ele me envia um e-mail contando sobre os seus negócios na cidade: ele é dono de uma pousada. Ontem, na TV, vi a área onde fica a sua pousada debaixo d'água.

Tentei falar com ele, mas o telefone não funciona, internet nem pensar. Não sei se ele está bem ou se sucumbiu vítima da enchente; mas tenho orado por ele e por todas as pessoas que estão tendo a sua vida devastada por enchentes ou tragédias naturais.

Posso estar errado, mas algo está realmente ocorrendo na Natureza, talvez seja por isso, que ontem quase ocorreu uma tragédia comigo...

Depois de ver o estrago das chuvas em São Paulo; ao caminhar aqui na rua, em frente à minha casa, ví um sujeito jogando lixo no chão e dei uma bronca no sujeito; ele reagiu com agressividade, dizendo que ele pagava imposto para ter gente limpando a rua para o lixo dele. Percebi o quanto a situação estava ficando perigosa, pois a vontade que eu tinha, se tivesse tamanho e coragem, era encher a boca dele, com o lixo que se acumulava na entrada do bueiro.

Deixei pra lá!

Estava a caminho do trabalho, e sabia que para esse tipo de gente, não adianta apontar, eles um dia descobrirão por si mesmo, o que significa jogar lixo no chão. E antes, que o leitor me pergunte: "onde afinal, eu quero chegar?"

Eu respondo: há uma relação direta entre o lixo que se joga no chão e a inundação que ocorre em São Paulo. Qualquer estudo sério, apontará a porção de culpa da população nesse processo. É muito fácil culpar o governo, a prefeitura, quando não fazemos a nossa parte, que inclui apenas, não colaborar para as enchentes, entupindo os esgotos com os nossos trejetos. Quanto a Machu Picchu, não importa o lugar no mundo, estamos todos unidos, quando o assunto é sobreviver aos desastres naturais. Seja em Diadema, no Haiti ou no Peru, somos todos reféns das atitudes dos outros, por isso, reflita, sobre como você está contribuindo com o coletivo; começando com o seu lixo...
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