quinta-feira, dezembro 17, 2009

UMA PALESTRA ESPIRITUALISTA

Era uma palestra espiritualista. O tema daria uma outra crônica, mas as pessoas que eu vi por lá, é o motivo dessa prosa.

Desculpe o atrevimento de falar dessas pessoas, mas observar faz parte da minha natureza e escrever sobre o que vejo é o meu trabalho. Portanto, não consegui ignorar aquela moça que sentou do meu lado, fechou os olhos, se colocou em posição de lótus e começou a entoar o mantra "OM" a toda altura. Fiquei com vontade de interrompê-la e lhe ensinar sobre os bija-mantras, mas fiquei calado, mesmo quando a perna dela invadiu o meu espaço.

Na fileira da frente, uma moça guardava lugar para a torcida inteira do Flamengo. Ela tinha colocado blusa, jornal, um CD e uma maçã, para dar a impressão que todo aquele pessoal que ainda não tinha chegado, já estava por lá. E pensar que o tema da palestra era solidariedade e egoísmo...

Duas pessoas nas cadeiras de trás falavam sobre acidentes e mortes; outras duas discutiam sobre relacionamento e ciúme. Temas que, é claro, as levavam às alturas.

Respirei fundo... e levantei para tomar água.

Enquanto faço fila no bebedouro, ouço um rapaz reclamando do preço do livro espiritualista:

" R$ 20,00??? Por isso que ninguém compra esses livros!" - ele diz e retorna o livro para o lugar. Fico pensando se ele diz a mesma coisa em relação a entrada da balada. É incrível como quando o assunto é informação espiritualista todo mundo quer tudo de graça.

Por um momento, eu realmente me questionei se eu estava mesmo num local espiritualista, onde as pessoas que o espaço frequentam, possuem uma preocupação maior com o mundo e as suas coisas, mas mudei de idéia quando fui no banheiro e vi o lixo no chão e o vaso sanitário num estado deplorável. Era o mesmo toalete que estava limpo quando eu o usei 30 minutos antes.

Voltei ao meu lugar e tentei me concentrar na palestra e menos nas pessoas; porém, quando o celular da moça, três cadeiras ao lado, começou a tocar; quase tive um ataque de nervos. Daí, acalmei-me; afinal, exigir perfeição das pessoas é muita presunção de alguém que é tão torto quanto, mas convenhamos, seria no minímo, básico, respeitar quem está sentado ao lado.

2 comentários:

Luciene disse...

Oi Frank!

Sempre observei esse tipo de comportamento em diferentes lugares nas palestras espiritualistas e, mais especificamente, em cursos!
Eu sou bastante disciplinada, a boa aluna da primeira fila...:D Vou a um curso mais ou menos como um católico vai (ou pelo menos deveria ir) a uma missa.
Eu me preparo antes pra estar com o espírito aberto pra receber informações, energia... Faço bastante esforço para não me ligar nas conversas em volta e no burburinho mais parecido com uma festa. Até é uma festa, eu fico empolgada e me preparo como quem vai para uma, mas uma festa de luz, sabe? De oportunidade de ter contato com o 'algo mais' presente nestes lugares.

Bj

Luciene

be disse...

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