terça-feira, dezembro 01, 2009

Pelas Frestas


A gente nem nota, mas solta sombra pelas frestas; maldiz tudo pelas ventas e ainda reclama pela língua. Alguém me explica, por que nos fascina tanto esse nosso boicote do dia-a-dia?

Esses dias senti vontade de escrever um texto sobre um passarinho que os meninos não conseguem estilingar; achei o texto meio bobo, deixei passar a inspiração e outra pessoa catou. O texto dela é uma das coisas mais lindas que eu deveria ter escrito.

Sim, isso mesmo! EU deveria ter escrito, não ela!

Percebam: ao invés de culpar a minha preguiça, aponto o dedo para o brilho de outro e digo que o seu sucesso só ocorreu porque eu não quis brilhar em seu lugar.

Assim, a vida vai passando; todo mundo brilhando e a gente, a cada dia, se mediocrinizando. De quem é a culpa? Só sua, só minha, só nossa!

Como sair disso?

Brilhando.

Percebendo que podemos fluir luz por nossos olhos, inspiração por nossas mãos e boas palavras por nossa boca. Basta, inverter o pólo, mudar a sintonia e reinventar a roda quadrada que insistimos em colocar em nosso veículo da matéria.

Mas é preciso, contudo, ter coragem; pois diante do brilho da Estrela Maior, acostumados com a caverna, corremos um sério risco de voltar correndo para a escuridão com os sonhos entre as pernas.

2 comentários:

Sandra - @via82 disse...

Vc faz o pesado parecer suave! Parabéns!

disse...

Fantástico esse seu último parágrafo, Frank... inspiradíssimo... parabéns! Bjks

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