quinta-feira, dezembro 10, 2009

Jacksoma

A História do Sr. Jacksoma

Era o ano 45 (antes de Cristo)

Num lugar onde o Sol era deveras escaldante

Lá o 1º Soldado onde hoje é a Arabia Saudita

Caminhava austero desbravando a Terra Triunfante


Seu nome era Ahmad Maskar Ali

Um sanguinário soldado a espreita

Ávido por conseguir Terras e outras conquistas

Sem se importar com a devida nobreza


Não tinha amor, tampouco benevolência

Por aqueles considerados fracos e oprimidos

Matava sem dó, sem misericórdia

Por isso era tão odiado e tão temido


Ao invés de amor, plantava o ódio com a espada

À todos aqueles que sobrepusessem o caminho

Arrebatando famílias, casas e vilas

Não tinha medo de nada, por não saber seu destino


O cruel soldado seguia sua vida

O amor não tinha espaço no seu coração

Mas a vida que corrige tudo a seu tempo

Já programava a perda do seu querido irmão


Numa festa regada a comida e vinho

Alguém havia a bebida envenenado

E sem saber do intuito que ali persistia

Seu irmão daquele líquido havia tomado


Ao saber da morte de seu prestimoso irmão

O sanguinário soldado ali percebeu

Que um leve toque de amor havia nele brotado

E o sentimento divino o envolveu

Não entendia ele que era a mão do divino

Trabalhando naquela imensidão

Havia anjos tentando ajudá-lo a corrigir sua vida

Mas ele cego, nada via além de ilusão


E foi por pouco tempo que durara-lhe o sentimento

Pois o ódio pela perda novamente o acometeu

Saiu então com sua sede de vingança

E quando ia tirar mais uma vida, se surpreendeu


Um negro sofrido com olhos rasos d ‘ agua

Implorava para poupar-lhe sua bendita vida

E dizia ao soldado que a violência nada lhe traria

Que um dia de seus atos, se arrependeria


Após ouvi-lo, riu-se o Soldado Cruel

Sem dar atenção já que matara a tantos

E o negro sabendo que perderia sua vida naquele momento

Disse-lhe algo antes de cair em total pranto


-Um dia vai se arrepender por tudo o que fizestes

E nesse dia lembrar-se a do que te disse esse homem

Que aqui implora pelo direito de viver a vida

Jamais te esquecerás que Jacksoma é o meu nome!!!


Morreu o negro pela espada de Ahmad

Logo após terem sido proferidas suas últimas palavras

Que haveriam algum dia de serem lembradas

Pelos ecos daquela mente tão atormentada


Passou-se o tempo e seguia seu rumo

Mas os atos maldosos antes praticados

A muitos havia enfurecido

Vivia todo tempo cercado para não não ser agredido


Porém como a Lei do retorno é uma Lei severa

Não castiga, nem pune, mas corrige com vigor

Chegou-se o dia do pagamento de tantas dívidas

E viu-se ele diante da colheita que plantou


Pelas costas seu algoz o acertara

Tirando-lhe o cordão de prata e sua energia

Sua centelha de vida ali se apagara

E pro astral agora sua alma se dirigia


Naquele escuro, breu incessante

Onde remoem-se em dor os “Eus opressores”

Deu-se conta do que havia feito com sua vida

Seus erros, seu atos praticados

Os ecos de tantas vidas partidas



Por lá permaneceu por mais de 2000 anos

Preso às lembranças de sua vida passada

Sofreu, chorou, suplicou por ajuda

E vez ou outra via uma luz no final da estrada


Mas quando chegava perto, a luz se fechava

E novamente naquele túnel sem fim ele se via

Já não possuía mais armadura, tampouco uma espada

A não ser aquela que eu seu peito ainda jazia


Em frangalhos já não tinha mais esperança

De sair daquele terrível lugar

Mas de repente novamente a luz se acendeu

E sem perder tempo, tentou entrar


Era 2 de dezembro do ano de 1970

E alguém com espíritos tentava se comunicar

Através do jogo do copo (a epitologia)

Uma menina de 14 anos estava a brincar


Seu nome era Nik e mostrava seu jogo

Ao seu Pai que há muito com a espiritualidade lidava

E vendo ali uma forma de salvação pros seus erros

Ahmad Maskar Ali ao poucos se achegava


Quando a menina então seu nome perguntou

O filme de sua vida em sua cabeça passou

Das palavras tão sábias daquele velho negro

Que tão maldosamente a vida ele tirou


Naquele momento ele já não era mais o soldado

Pois sabia que a vida ao mesmo tempo que dá, também toma

Com honra decidiu que seu nome agora aquele

E respondeu em alta voz: Sou Jacksoma!!!


Entre soluços de alguém arrependido

Por tantas barbáries por ele causadas

Decidiu que aquele ponto era apenas o inicio

Pra galgar a evolução daquela sua nova jornada


Havia aprendido a duras penas

Que seu caminho era a luz espiritual

Veio aprender junto a uma menina

O que era honrar o Ser Divinal!


Reconheceu as suas diversas falhas

E novamente em pranto se recolheu

Ao reconhecer que em vida encarnado estava

Seu tão amado irmão que perdeu


Era o nosso amado e querido Padrinho Natalício

Que por tanto tempo na luz já trabalhava

Sendo o Olhar Divino o pontinho de luz brilhante

Que ele tantas vezes no túnel escuro enxergara

Desde então tomou como seu esse nome

Uma forma para das cinzas ele sair

Feito uma Fênix voadora

Jacksoma passou assim a existir

Trabalhando na linha dos Mestres supremos

Com disciplina aprendeu a trabalhar

Vestindo-se com o manto puro da nobreza

Estando na luz como deve estar


Amando ao próximo e ajudando

Foi essa a trilha que desejou permanecer

Levando um exercito de luz pelo mundo

Oferecendo sua luz aquele que quer vencer


Se tornou então o Mentor do Olhar Divino

Que reconheceu a sua luz e o seu amor

Que transbordam feito chuva de luzes coloridas

Quando ouvimos: Sou Jacksoma e aqui estou!!!


Escrito por Auricélia Oliveira para a festa de confraternização do Templo Espiritual Olhar Divino em 5 de dezembro de 2009.
Imagens: Ivone Valentim e Leticia Disessa
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