sábado, março 07, 2009

A Mulher e a Flor

Ela está sentada no metrô com uma flor em uma mão e um livro na outra.

As veias são como cicatrizes na pele, que enrrugada os anos tecem, mostrando a idade que o batom enternece.

Os olhos cansados se escondem atrás das lentes que formam os óculos que possibilitam a leitura de um livro qualquer que dialoga com ela.

O cabelo é pouco, fios de prata caindo feito cascata, cuidadosamente penteados e seguros por uma tiara da mesma cor dos seus brincos de esmeralda.

Ela é uma mulher, como tantas outras: mãe de alguém, avó de alguma pessoa; filha e esposa, uma senhora que se vê por aí todos os dias, mas ali, sentada no metrô, representava, para mim, todas as mulheres, todas as Marias, senhora que já foi uma moça e quando moça sonhava em se tornar mulher, só para conquistar o homem dos seus sonhos e junto com ele, trazerar ao mundo a sua família, o seu diamante, a sua herança, que hoje brilha na terra, só por causa dela.

De todas as mil combinações possíveis, Deus criou a flor e criou a mulher. A flor para sempre lembrarmos que há um Criador e a mulher para lembrarmos sempre que toda criação começa e termina com ela.

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