sábado, dezembro 13, 2008

A VOLTA

Coisa gostosa é viajar, cair na estrada, prosseguir e não parar; não precisar ficar.

Ser passageiro do mundo e de mim mesmo; ver os quatro cantos pela janela do trem, pelo lombo do camelo, e lá de cima do avião ou lá do meio do mar, no sobe e desce do navio, ver o mundo e contar.

Porém tão bom quanto ir é voltar, rever a sua terra que ficou pra trás, brincar de " bom filho a casa retorna", encontrar amigos, reencontrar parentes; comer a comidinha única e especial da mamãe, o bolo de cenoura e chocolate com cafézinho bem cheiroso e quentinho feito pela vovó.

Voltei ao Brasil, como quem não queria ficar e fui ficando, brigando com o Vagamundo que queria voltar a estrada e com o Vagamundo que desejava viajar para dentro. Fui ficando e tentando não querer partir e não desejar ficar. Acabei plantando sementes e criando raízes, e vou ficando por aqui, até que alguém pergunte: "cadê o Frank que estava ali?"

A verdade é que nunca na história desse país surgiu um Paraíba assim, tão metido a vagamundo, neguinho inxirido que pulou muros, atravessou fronteiras, sempre adiante, descobrindo, conhecendo os quatro cantos desse mundo lindo e transformando tudo em crônicas, por puro desejo de contar a todos que se ele foi para o mundo, todos podem ir, mas tudo na vida é equilibrio: tudo que sobe, desce; tudo que vai, volta; nesse eterno ciclo da vida de quem não tem medo de conhecer o novo.
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