domingo, dezembro 28, 2008

O Manto de Oxum

Eu vi Mamãe Oxum em algum lugar entre o aqui e Aruanda. Ela ouvia os nossos pedidos com a atenção de quem escutava as gotas d'água descendo pela cachoeira e seus braços se moviam como se fossem correntezas de um rio.

Eu vi Mamãe Oxum dançando em algum lugar entre o aqui e Aruanda. Suas mãos subiam e desciam, iam e vinham, como se ela estivesse a bailar e estivesse pegando algo do alto que meus olhos não conseguiram ver, mas meu coração sabia, era amor, era amor, era amor, e do manto branco que cobria seus braços, caiam cores, e cada cor era um pedido que ela enviava para seus filhos de fé.

Eu vi Mamãe Oxum nos enviando prosperidade, amor, saúde e esperança de algum lugar entre a Terra e Aruanda. Nenhum esforço ela fazia para nos abençoar; mas a medida que eu via os milhares de pedidos cairem do seu manto; fiquei com vergonha de pedir tanto. Eu sei que a Mãe Divina não cansa de nos dar suas benções, mas eu tenho muito mais o que agradecer, e cedo a minha vez a quem precisa mais do que eu, a quem ainda não consegue enxergar que há um poço inesgotável dos desejos dentro de cada um de nós, basta querer trabalhar para transformar esses sonhos em matéria.
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