quarta-feira, dezembro 10, 2008

A Escrita Invisível

Respeitável público, tenho o orgulho de apresentar " O Paraíba Vagamundo e seu fantástico Circo de Pulgas¹". Com vocês: as famosas pulgas malabaristas e trapezistas, pulgas cospe-fogo, pulgas palhacinhas e pulga que coça tanto que faz caroço.

Como assim vocês não enxergam? Faz um esforço e vocês verão tudo aquilo que há de bonito que tento expressar em meus escritos. Compreenda que ser escritor do invisível é literatura nua de provas e vestida de símbolos; e cabe a vocês, caros leitores, um mergulho profundo nas minhas verdades que parecem mentira e nas minhas mentiras que parecem verdades.

Sou o poeta fingidor do Pessoa, sou a pedra no caminho do nunca será Drummond. De esotérico, só tenho o buraco no terno e na meia não tenho nada de culto; sou mambembe na escrita e manco de versos, tateando letras no escuro, pois quero mostrar a todos o mundo que vejo: nossa gente, que mundo mais belo!

Sou passarinho da flor, sou calango do agreste. Sou voador sem asas, sou animal sem pastas, sou homem querendo ser anjo, sou anjo querendo continuar a ser homem. Sou escritor na arte, no engenho e no amor, sou um simples escritor de letras miúdas, que muita gente acha que faz literatura de pulga, mas que arranca sorrisos, lágrimas e um tantim de conhecimento na mágica arte da prosa que já virou doença crônica.



¹Circo de Pulgas: peguei o termo e o circo emprestado de uma piada de um certo amigo xamâ.
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