quinta-feira, outubro 02, 2008

SINFONIA ALADA

Bato na porta dos sonhos, abre-se a porta e vejo a mim mesmo. Convido-me para entrar e o que vejo é uma janela para as infinitas possibilidades da alma; experiências organizadas em quadros que os homens chamarão de amanhã ou chamaram de passado.

Fecho e abro os olhos, e invado outro mundo. Um fantasminha distraído, leva um susto e com medo, ora a Deus por proteção. Oh, meu Senhor, terei eu virado assombração?

Essa cor azul que lembra o mar... estou voando no ar ou mergulhado em Iemanjá? Tanto faz, não quero me preocupar com o que não é ou com o que há. Nado pelo céu, vôo pelo oceano de um amor ímpar e sinto que posso ir a qualquer lugar, mas fico mesmo quietinho, esperando algo que não sei bem o que será.

Vejo outros pássaros chegando, batendo as suas projetadas asas, e percebo que fomos todos convidados para uma festa de voar. Então a música começa a tocar, vindo de uma orquestra alada, que só veio até ali para nos mostrar que a arte acontece tanto dentro quanto fora.

Eles tocam uma melodia, uma canção que arranca lágrimas dos olhos; gostaria de poder gravar, só para poder lembrar, quando acordar...

Quando estou do lado de lá, tudo é lembrado, tudo é sentido, mas não faz palavras do lado de cá. As lembranças são perdidas, pois não adianta explicar para uma ilha, que ela está rodeada de mar.

Tudo é tão estranho que se torna familiar. Ironia é sentir-se em casa, onde achei que não fosse possível estar.

Acordo com cara de quem caiu do céu, esquecendo que havia voado. Abro os olhos para um novo dia e a janela para os raios do sol, e pássaros cantando e voando para todos os lados me lembram que eu também posso voar.

Mas só a noite, agora é hora de aterrar...

Imagem: http://www.viagemastral.com/hp/conteudo/galeria/img/nafloresta.jpg

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