segunda-feira, outubro 20, 2008

ACORRENTADOS

No elevador, cruzo com robôs murmurando frases repetitivas. No serviço, vejo condenados com os pés acorrentados na mesa. Onde estou? Por que estou desperdiçando a minha vida? Quero qualquer coisa nova, seja lá o que seja.

Quero gritar, me libertar, quero ar, quero fugir.

Por favor, alguém me tire daqui! Estou preso pelas contas que ainda estão por vir. Fui sentenciado para viver eternamente o cotidiano do estar aqui.

Socorro!!! Não quero virar andróide de gesto repetitivo e carinho programado. Alguém me ajude!!! Help!!!Quero ser libertado.

Quero ser gente, não quero ser máquina. Não sei se tenho mente ou se ela é apenas um programa corrente, mas quero pular essa etapa; pois não vou aprisionar o amor, mesmo com o risco do meu coração quebrar; não vou desistir dos meus amigos, porque outra pessoa me contou que eles não são perfeitos, (também não sou!); não vou abandonar os meus sonhos, sejam eles de qualquer tamanho em nome das prestações do carro, da hipoteca, dos presentes aos parentes que nunca ficarão totalmente contentes ou das prestações no cartão que prometem liquidar o saldo devido se os meus sonhos forem esquecidos.

Quero sol agora em meu peito e mesmo que eu tenha que pagar o preço, vou respirar o ar fresco de viver do meu jeito.

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