terça-feira, agosto 05, 2008

A TERRA SUSPENSA

Quando penso em ti, Terra, suspensa no nada, confesso que sinto um medo. Do que será feito essa corda que está a te segurar? E se essa corda se romper, Terra, cairá você? Cairá eu? Vai que cai todo mundo, até o João que diz que você não cai não; mas se cai até balão que foi feito para ficar no ar, como posso ficar seguro, Terra, que você vai ficar ai quietinha, girando, se segurando no nada, rodando na imensidão, sem parar? São nesses momentos que lembro da mãe.

Sim, toda vez que penso em você, aí sozinha, penso também nesse universo em constante expansão e fico tentando imaginar o tamanho do poder que criou essa explosão e só há uma conclusão: dedo de mãe.

Por a mente humana não passar de uma casca de feijão, no meio de toda essa vastidão. Por precisarmos dar nome aquilo que não pode ser nomeado, penso em você, Terra, e desconfio que você só possa ter sido criada, junto com as estrelas e o universo por uma mãe divina.

Chamo essa força de mãe, porque quando minha mãe me abraça, sinto assim um Big Bang de corações; e se a minha mãe é pequenininha e tem tanto amor por mim, imagina a mãe de todas as criaturas abraçando todas as suas criações em milhões de Big Bangs?

Coração materno é maior que mil corações, por isso acalmo o meu medo, Terra, pois se aqui na terra, sou seguro pela minha mãezinha; se há alguém te segurando, enquanto você segue girando em órbita, só pode ser essa mãe divina, mãe de todas as mães, mãe de todo os mundos

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