sábado, agosto 30, 2008

INCORPORANDO OS OUTROS

Coloquei a mão direita á boca, como se eu fumasse um cigarro imaginário.

Fumar é uma experiência que nunca teve apelo para mim e faz parte das coisas que eu nunca farei na vida; o que não tem nenhuma relação com os anúncios de câncer ou impotência ilustrados nos maços de cigarros; eu apenas nunca senti vontade; e daí a surpresa, quando meus olhos flagraram meu corpo imitando o gesto de um fumante que estava ao meu lado no ponto de ônibus.

Se fumar era um hábito que nada me atraia e ainda assim, inconscientemente, eu copiava, fazia; imagina que outros tantos gestos, palavras, movimentos, vícios eu já havia incorporado ao meu jeito, e nunca reparei que não me pertencia.

Até que ponto, eu sou eu? Até que ponto sou os outros?

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