domingo, agosto 03, 2008

A DEUSA NUT E A ENCRUZILHADA

O escritor fazia um despacho á meia-noite numa encruzilhada, mas ao invés de pinga, vela e comida, ele oferecia suas mãos, sua escrita, ao divino, que também estava presente na escuridão da noite calada.

Não havia Exu, Orixá, Santo ou Shiva, só havia um trabalhador da luz, brilhando nas trevas. Doando amor, oferecendo chacra em flor, pétala por pétala se abrindo, para beneficiar a sintonia da madrugada.

Os quatro ventos o saudaram e a noite se manifestou na forma da Deusa egípcia Nut: a mãe de todos os deuses, que era também o próprio céu, a proteção da madrugada, cobrindo o mundo com o seu manto de estrelas, enquanto todos dormiam. E foi Nut que lhe embalando com o véu da noite, levou-o de volta ao seu leito, e sussurrou em seu ouvido:

“ Aceito a sua oferenda, mas que seu coração nunca pese mais do que a sua pena. Escrever é uma oferenda, por isso, caro escriba, discernimento com as letras.”

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