domingo, agosto 03, 2008

BORBOLETAS, CHUVA E OUTRAS TANTAS EM UMA TARDE EM SAMPA

CHOVE EM SAMPA

Volta a chover em Sampa, foram quase 45 dias sem um pingo d'água do céu, e a gente aqui seco na terra.

A natureza tem das suas coisas, e sábia, sabe quando chover, sabe quando fazer parar. Estranho é tanta gente sabendo que precisamos da chuva e quando finalmente ela cai, essa mesma gente reclama: "que coisa mais danosa, essa chuva cair bem no meu caminho", elas reclamam, enquanto a chuva, graças aos céus, não liga e continua caindo, limpando, lavando, levando essas lágrimas divinas que caem sob a cabeça dos homens, dos prédios, da casa, mas caem principalmente em seus corações.


EFEITO BORBOLETA

Caminho pelo conjunto nacional e acabei de me dar um dos mais belos presentes: um livro de Rubem Alves. Perguntaram-me se acredito em Deus... é um dos livros mais bonitos de se ler, que eu já deitei meus olhos um dia.

Em uma das passagens, Rubem diz:

"Todos foram para as suas casas e sonharam que as estrelas eram borboletas nas pétalas das violetas do grande jardim do universo...". Termino de ler a página 27 e suspirando, depois de um banho de tanta palavra bonita, olho para a parede do Conjunto Nacional e vejo escrito:

“ O bater de asas de uma borboleta, em nosso hemisfério, pode desencadear, uma tempestade do outro lado do mundo.” “Ou o mínimo pode fazer a diferença”

Respiro fundo e sigo com o livro na mão, batendo asas, e oro baixinho:

" Oh Deus, permita que eu continue acordado, mesmo quando eu estiver dormindo. Permita que eu continue aprendendo e sorrindo. Pois esse mundo é realmente bonito demais, quero seguir descobrindo".

Lembro do curso de Tarot de um amigo, em que ele falou, sobre uma das cartas, que não lembro qual era, mas a frase não saiu da minha cabeça:

“ Oh Deus, permita que eu esteja acordado, no momento da minha morte!”


MY SYSTER E A DESCOBERTA DELA

Chego em casa, sinto saudade da minha irmã. Gostaria de ir vê-la, mas há tanta coisa que preciso fazer em casa. Daí, decido: tudo o que preciso fazer, pode esperar...vou ver a minha irmãzinha, que esses dias compartilhou comigo, um presente também, dos mais bonitos, um poema:

A ÁRVORE NÃO DANÇOU E O BEIJA-FLOR NÃO SE MOSTROU

Por Cristina

Numa noite fria, mas com céu estrelado e os corações cheios de poesias. Fui levada por dois seres iluminados à celebração da vida!

A ansiedade era enorme, ao me deparar com uma árvore iluminada com um verde penetrante, descobri que esta mesma árvore bailava e que nessas noites o beija-flor também se mostrava. Daí por diante a ansiedade só aumentava!

Um dos seres me disse: - Foque na Luz e ilumine-se!

O outro disse: - Não tenha medo, não saia sem experimentar, insista que a luz virá!

Envolta por uma ansiedade alucinante e um sono penetrante, pedí:Deixem-me vivênciar, eu também quero participar! O sono se foi e os olhos não conseguiam sequer piscar.
Mas então,por que não via a árvore bailar?

Foi quando a árvore me disse: "Precisa me ver bailar, para em mim acreditar e respeitar? Hoje não me verá dançar,pois é em você que tem que acreditar, é a sua experiência que você deve vivênciar, mas não se esqueça que a Natureza deve sempre respeitar!"

A noite seguiu e a experiência única da celebração mágica e esplendorosa, viví como ninguém nunca viu! Entreguei-me à vida, à dança, à noite, à floresta. Tudo era lindo, e o frio que hora ou outra se fazia presente, já não incomodava,e quando percebi, em volta da fogueira já estava e sem perceber,com tanta destreza também bailava!!!

Foi quando ao cantar para o Beija-flor, a ansiedade à mim voltou e lembrei-me que também queria vê-lo, assim como ao arco-íris e as flores à brotar diante dos meus olhos. Foi quando dei-me conta de uma vez por todas que não era essa a minha experiência, não era disso que eu precisava e não era isso que fui buscar!

E mesmo achando que a noite foi maravilhosa,fiquei com a sensação que algo estava à faltar, mas não era a falta de ver e sim de sentir.

Mais tarde descobri que uma Deusa ficou sem bailar e desde então, não parei mais de dançar!!!!!!

Cristina
São Caetano do Sul 31/07/08 - 08:05
Beijossss para você e minha linda Aurizinha!!!

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom esse seu texto. Rubem Alves viveu aqui alguns anos (nasceu em Boa Esperança, aqui pertinho) e trabalhava aqui. eu não cheguei a conviver com ele mas tenho amigos que sim.Seus familiares ainda vivem aqui (alguns) e ele, vai e vem, se apresenta publicamente com suas palestras. Tudo o que emocionou vc emocionou a mim tbém. Graças ao seu belo texto.
Enviado por Maria Olimpia Alves de Melo

Recanto das Letras

Anônimo disse...

Belo, reflexivo, parabéns!
Enviado por Roberto Pelegrino

Recanto das Letras

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