terça-feira, junho 24, 2008

O FUGITIVO DA MANIPURA

As grades se abriram: revolta na prisão. Tenho que sair daqui, eu preciso escapar. O Zé caiu no chão, morte, destruição, irmão contra irmão, não há qualquer distinção, todos são Caim e Abel, é o que grita o Pastor Sebastião, gritos em vão, o caos toma conta da prisão. Valei-me Anjo Gabriel!

Ouço tiros, explosão. Cachorros soltos que não param de latir. Preciso sair, mas o barulho é grande e não consigo me concentrar. Onde está a saída? Não consigo localizar, preciso de ajuda. Continuo correndo, pulando poças vermelhas, subindo em grades amarelas, vejo nas paredes um símbolo me contando que estou no Manipura; mas não sei o que isso significa, não tenho a menor idéia de onde estou, ou onde vou parar. Corro, corro e acabo voltando pro mesmo lugar, percebo que nem saí do lugar. Estranho, muito estranho...

Sento no chão, fecho os olhos, tento me concentrar. Respiro lentamente e ouço um som: Yaaaammmm!!!! O barulho continua grande, sinto o calor das explosões, mas já não temo, sorrio, percebi um furo no roteiro e começo a meditar nesse som Yaaammmm. Quanto mais me concentro, mas distante a prisão vai ficando.

Sinto que minha consciência se destaca do corpo e ao mesmo tempo fico nele e de repente, percebo, não estou naquela prisão, apesar dela habitar dentro de mim. Abro os olhos, estou no meu quarto e me dou conta que estava meditando com os meus chakras e não passei do umbilical. Estive preso no manipura, por quanto tempo não sei, mas que surpresa é descobrir que carregamos uma prisão domiciliar.

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