sábado, maio 17, 2008

PROFESSAR

Quando o Sábado chegou, no lugar das nuvens, o céu estava repleto de traços e linhas. Era claro! O Grande Artista estava pintando o mundo, quando foi surpreendido pelo dia.

Olhando para o céu, estava Odlavir, que poderia estar dormindo, mas feito passarinho, saiu bem cedo do seu ninho. Ninguém gosta de trabalhar no final de semana, mas naquela manhã fria, ele não desejava estar em qualquer outro lugar, além do banco daquele ônibus que rumava para Osasco. A aula começava ás 8:00 e ele tinha aulas para dar.

Não há nada melhor no mundo que fazer o que se gosta. Alguns pintam o mundo, outros ensinam. Ser professor pode não pagar as contas, mas quem dá aulas não quer fazer outra coisa.

Assim como ninguém presta atenção aos pincéis do Grande Artista recriando o mundo todos os dias, ser professor é trabalhar nos bastidores para o desenvolvimento das pessoas. Ás vezes, eles são surpreendidos pelas contas; outras vezes pelos alunos preguiçosos demais para pensar; mas quando percebem que plantaram uma sementinha de discernimento na mente entorpecida; ou que o gosto pelo pensar está prestes a germinar, eles se dão conta do quanto o seu trabalho é importante e , seja em qualquer dia, ou em qualquer lugar; eles não desistem do que devem e fazem por prazer, afinal quem ensina segue adiante com a sua sina: há todo um mundo para ajudar a despertar e não há hora alguma para reclamar.

Um comentário:

Anônimo disse...

From Recanto das Letras:

Bela crônica. Não sou professor mas concordo plenamente com tudo o que escreveu. A tarefa de ensinar é importante demais para deixar o desânimo ou qualquer outro sentimento baixar a guarda. Parabéns pela crônica e pelo ofício, de grande relevância, ambos.
Enviado por florencio mendonça em 17/05/2008 15:42
para o texto: PROFESSAR (T993555)

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