terça-feira, maio 20, 2008

AS PORTAS DA PERCEPÇÃO E O CHÃO DO BANHEIRO

Tive um desses insights que nos trazem grandes lições de vida enquanto lavava o banheiro. Eu não sabia se era o cheiro da cândida ou a poeira do espelho, mas minha mente projetou-se pelo infinito e ví a mim mesmo, velho e menino. Eu poderia ter escutado o que os meus alter egos queriam conversar comigo, se não tivesse escorregado
e quase caído de cara na pia e fiquei a reclamar: por que não sou como os outros caras e tenho esses momentos durante a terapia de vidas passadas e futuras , na meditação transcedental ou repetindo mantras que signifiquem "salve a jóia da alegria"?

Nãaaaooo!!! Eu tenho que ser diferente. Como ocorreu esses dias: estava escrevendo um trabalho escolar na biblioteca e percebi que minha mão direita se movia contra a minha vontade. ESTAVA PSICOGRAFANDO! Gritei, a bibliotecária olhou, mas o que li, desfez o
encanto: "Acorda e se concentra no trabalho, o prazo está acabando!". Era o meu próprio subconsciente lembrando que com a espiritualidade, não há amparador melhor que o bom senso - alguns nascem para ser mensageiros, outros para serem médiuns de si mesmo.

A noite em casa, relaxei e fiz minhas práticas para durante a noite, quem sabe, sair um pouquinho da casca. Tudo muito bem feito: casa limpa, chacra por chacra e uma vontade louca de ajudar e é claro, também voar. Algum tempo depois, me encontro lá fora, batendo que
nem um maluco na porta, querendo entrar. Tanto esforço para sair e distraído demais para sacar que estava onde queria estar. Quantos micos mais preciso passar?

Só não desisto desse tal caminho espiritual, porque depois de descobrir certas verdades, fica mesmo impossível voltar a ser o babaca que só passava o tempo todo a lamentar, mas um dia viro Mickey e deixo de ser pateta nessas experiências espirituais que mais parecem desenho do Walt Disney.

Frank Oliveira

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