segunda-feira, março 24, 2008

PSICOPATA

Nos dicionários impressos e da web, Psicopata significa doente mental ( enfermo da psique) e geralmente, associa-se a essa palavra, toda espécie de perversidade que não conseguimos explicar ou sequer discutir a respeito. Todos os dias, surge na mídia, historias de pessoas comuns, que aparentemente levavam uma vida regular, até que foi encontrado em seus armários, o pior que a espécie humana conseguiria produzir em termos de crueldade e a pergunta fica no ar: como essa pessoa conseguiu fazer isso?

Convivi há tempos atrás com uma pessoa desequilibrada; que parecia “normal” a principio, e depois mostrou que tinha um quê de monstro, e outro tanto de psicopata; alguém que para conseguir o que queria, faria qualquer coisa, e fez; e mesmo acuada com a verdade, não demonstrou nenhum remorso e deixou claro que faria tudo de novo, se assim a oportunidade permitisse. Nem todo psicopata comete violência física, uma boa parte trabalha com um tipo de agressão mais meticulosa, que visa destruir a alma de alguém que surgiu e está atrapalhando o seu caminho e na visão distorcida dessa pessoa, merece sofrer para que aprenda alguma lição.

Nem sempre conseguimos nos relacionar perfeitamente com alguém. Seja no amor ou na amizade, há sempre falhas de ambas as partes que pode resultar em desentendimentos, brigas e separações. Já disse certa vez, que a imaturidade, para resolver diferenças por meio da conversa, é o verdadeiro inimigo que separa amigos. Outras vezes, é a manipulação doentia, os atos sórdidos que destroem vidas, relacionamentos e amizades. Em 2003, perdi um grande amigo numa trama forjada por essa pessoa psicopata, que parecia enredo de novela mexicana, se não fosse pela maneira trágica como tudo ocorreu.

Há ainda um grito entalado na minha garganta por toda a trapaça e violência psíquica que essa pessoa deixou tatuada em minha vida, e por vezes, ainda me pego, planejando uma vingança ou qualquer forma de fazê-la sofrer tanto quanto ela me fez; mas felizmente, esses sentimentos só duram alguns segundos, reconheço que embora, seja humano e como qualquer homem, posso criar as coisas mais belas ou realizar as piores maldades, optei há tempos pelo caminho da compaixão. Reconheço que o que sofri foi fruto de uma mente desequilibrada e paguei o preço por ter cruzado em seu caminho.

Para essas pessoas enfermas, não adiante sentir qualquer sentimento daninho ou até mesmo, gastar tempo refletindo a respeito; por isso decidi seguir minha estrada e deixar o rio seguir o seu fluxo.

Gostaria de ter dito a última palavra, adoraria confortar o meu ego, com a imagem da derrota dessa pessoa que escapou impunemente do seu crime, mas quando a justiça dos homens falha, fica a certeza que certas coisas fogem mesmo ao nosso entendimento. Poderia carregar esse peso o resto da minha vida, mas pouco a pouco estou limpando o meu coração de qualquer vestígio de raiva e embora seja até difícil desejar isso, espero que essa pessoa, onde quer que esteja, tenha melhorado, seja uma pessoa mais controlada e que tenha encontrado a felicidade, pois quem sabe assim, a sua doença não prejudique outras pessoas.

Frank Oliveira


Saiu nos jornais e revistas do país, a trágica história da menina que era torturada constantemente pela madastra. Leia mais em:
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2700809-EI5030,00.html

Foto: A menina de 12 anos libertada na segunda-feira pela polícia de uma casa onde era mantida em cárcere privado e torturada, em Goiânia, encontrou hoje o pai biológico. Lourenço Rodrigues Ferreira, 33 anos, e a adolescente se abraçaram.
http://www.cidadeverde.com/manchetes_txt.php?id=13763

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