quarta-feira, janeiro 23, 2008

Menino Tempestade

Qual foi a última vez em que você se entregou a um bom banho de chuva quando ela te pegou no caminho de casa?

Você já experimentou sentir a energia da água que cai do céu, dançando como Gene Kelly em “Cantando na Chuva”, pisando nas poças d`água sem medo de parecer ridículo, enquanto as pessoas se espremem nas vielas para não se molhar?

Alguns têm medo de água, mas em outros o olhar brilha ao primeiro sinal de chuva.

No alto de um prédio na zona leste de São Paulo, o olhar do Menino Tempestade faísca com as nuvens cinzas se formando no céu. Raios cruzam o céu em frente da sua janela e ele pode sentir a força do relâmpago correndo em sua veia.

Ele é um filho da chuva, e pode ver mais que água caindo nas ruas da cidade.

Ao terceiro trovão, sua consciência já esta além do apartamento e vira pássaro d`água, navegando no mar torrencial da tempestade.

Mergulhado na tormenta, ele observa os raios dançando pelo céu ao som da batida do trovão. Satisfeito, ri de alegria pois pode ver que a tempestade veio para limpar a nuvem de sujeira mental que diariamente cobre o céu de São Paulo, poluindo os corações de seus habitantes.

Ele sabe que a tormenta inunda e pode até prejudicar a vida das pessoas, mas a chuva não é má, nem boa, apenas tem que cair. Ele sabe que o período de seca é bem pior para a população, por isso ele não se sente culpado por gostar tanto assim do chover.

Se as outras pessoas pudessem sentir o quanto é precioso e mágico esse fenômeno e o quanto por trás de uma simples chuva, ocorre toda uma limpeza não só física, mas energética nos céus e ruas da cidade. Não, para todas as pessoas, a chuva é só água caindo...

A tormenta vai diminuindo e o Menino Tempestade volta ao seu apartamento, mas seus olhos continuam fixos nos últimos sinais da faxina energética.

Após a chuva, o céu de Sampa esta brilhante e limpo novamente , permitindo que raios invisíveis aos olhos comuns finalizem o trabalho de lavagem geral das emoções e pensamentos que pairavam nos céus e ao redor das pessoas.

O Menino Tempestade sorri satisfeito e fica imaginando o que ocorreria se as pessoas pudessem apenas ter uma idéia do que ocorre durante a chuva. Será que elas continuariam com medo de se molhar?


Frank

Ps: Esse texto é dedicado a Luis Medeiros. Conheci Medeiros no primeiro dia do curso de Projeção Astral I no IPPB. Trocamos figurinhas, sensações dos exercícios que o Professor Wagner sugeria e quando acabou a tarde de curso, nos tornarmos amigos.

Aprendi muito com o meu amigo Medeiros, que faz aniversário hoje. Ele me ensinou que jamais podemos tirar a fé de outra pessoa, sem colocar algo melhor no lugar ( nas entrelinhas: pare de tentar convencer os outros que a sua crença/ponto de vista é o único caminho da vida) e também, contou para mim, que adorava a chuva batendo na janela e que viajava com cada pingo na limpeza dos céus da cidade. Meditando nisso, escrevi esse texto há alguns anos e estou o reenvindo ( com algumas alterações e correções), mas com o profundo desejo de homenagear esse amigo meu, nosso e que ajuda paca nos bastidores.

F

Um comentário:

Anônimo disse...

ameiiiiiiiiiiii!!lembrei de um tempo qd era pequena em que amava(e ainda amo)tomar banho de chuva e correr atras daqueles sapos enormes ,ou na maioria das vezes correr deles né??e depois ficar toda enrrolada em baixo dos lençois..hum tempo bom meu bb vai aprender cedo essas coisas que deixam agente mas feliz.

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