sexta-feira, janeiro 04, 2008

A Estrelinha Terra

Era uma vez uma estrelinha que em sua busca para se tornar um planeta, precisava aprender a experimentar o amor.

Algumas estrelas diziam que experimentar esse amor era muito fácil, outras diziam que era muito difícil; e logo cedo ela descobriu que quando o assunto era amor havia diferentes opiniões a respeito.

Tão diferente quanto as opiniões, era a duração do amor para as estrelas. Cada uma dizia que seu amor era o único verdadeiro e eterno e o da outra era incompleto e passageiro; e logo cedo ela aprendeu que quando o assunto era a duração do amor não havia como ter certeza se esse amor duraria por um segundo ou por toda a eternidade.

Tão incerto quanto a duração do amor, eram as formas de experimentá-lo.

Observando outras estrelas se relacionando, ela percebeu que algumas amavam sem esperar nada em retorno, como as mamãezinhas-estrelas
por exemplo, outras queriam o maior número de relacionamentos possíveis, pois percebiam que quanto mais parceiros tinham, mais poderosas e seguras se tornavam, mesmo que deixassem um rastro de corações-estrelas-partido pra trás; e logo cedo ela compreendeu que experimentar o amor mantinha algumas estrelas presas numa ilusão de dominação e para outras esse amor era a própria liberdade.

Tão diverso quanto o amor-prisão e o amor-liberdade, a estrelinha percebeu que só observar não era o bastante para compreendê-lo e passou a experimentá-lo com outras estrelas nas mais diferentes formas, contudo, toda vez que escolhia uma forma, as estrelas ¨doutoras do assunto” a criticavam, dizendo que o amor que ela tinha escolhido era errado; não era compatível com a sua energia; era pecado ou se ela continuasse com essas escolhas iria arder em chamas no sol; e logo cedo ela percebeu que embora não fosse da conta de ninguém a sua forma de amar, todas as estrelas tinham uma opinião formada e um julgamento preparado sobre o amor das outras, mesmo aquelas que nunca tinham amado antes.

Tão fortemente quanto as outras estrelas pregavam que amar assim é certo ou amar de outra forma é errado, ela foi em frente em sua jornada pelo amor e por vários ciclos, amou estrelinhas de diferentes cores e intensidade; de diferentes idades e lugares, mesmo sob pena de ficar isolada pela sua constelação; e logo ela percebeu, dessa vez por meio da sua própria experiência, quanta ignorância existia no fato das outra estrelas não perceberem que o amor que dá brilho as estrelas não possui formato e que esse mesmo amor não escolhe que estrela tocar; apenas ama, porque a sua natureza é apenas se doar e criar brilho em todo lugar.

E tão intenso quanto esse amor que cria e ama em silêncio, a estrelinha um dia sentiu que seu peito estava tão cheio de amor que ela não conseguia mais
segurar só pra ela e explodiu , numa verdadeira supernova de compaixão por todas as outras estrelas que ainda competiam por brilho ou por amor.

O reflexo dessa explosão chegou ao coração de todas as estrelas do universo, e mesmo sem ser aproveitado ou entendido por boa parte delas, aquelas que estavam na mesma sintonia e caminho do amor, sentiram que só era
uma questão de tempo para que elas pudessem amar e serem amadas de verdade; e tão logo essa onda de amor se expandia por todo o espaço, os pedacinhos dessa estrelinha que flutuavam por todo lugar, começaram a se juntar e assim, como um milagre, a estrelinha voltou a vida.

Conta a lenda que no lugar onde havia uma estrelinha procurando por amor, agora há um planeta cheio de vida chamado Terra.

Frank

Um comentário:

Anônimo disse...

oieeeeeeeee!!lindo!!amei

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