quinta-feira, janeiro 31, 2008

Dois amores, sou Guinevere















Sou Guinevere, a noiva da flores
Folhas divididas, o inverno sou eu
sou dúvidas , sofrimento e dores
A indecisão é chama no peito meu

Como posso ter um Rei e um Guerreiro
A pertencerem ao meu coração
Duas almas, diferentes roteiros
A estória escrita sem explicação


Dois caminhos, uma única tormenta
Minh’alma sofre o peso da decisão
Sinto que esse amor me acorrenta
Um leva-me às alturas, o outro a tentação

Os olhos de um mostram-me o infinito
O sorriso do outro me traz a salvação
Um é fogo se alastrando no meu espírito
O outro é vendaval na imensidão

Um eu sei é minh’alma descrita
O outro, novidade em plena estação
Predras preciosas em minha vida
A calma dentro da própria perdição

Tenho Camelot e a toda floresta
Viver em segurança ou pela natureza
Mas a masmorra a que hoje me resta
É a força mortal a que chamo tristeza

Dois amores, dois universos
As linhas retas de um amor transcedental
Noutro caminho a miragem é meu trajeto
Nas linhas tortas do desejo carnal

O tudo e o nada tão perto a cada dia
A decisão por mim a ser julgada
O certo e o errado é a Excalibur tardia
Que cravo no peito já esgotada

Prefiro morrer a decidir meu destino
A dúvida é o medo que me descolora
Me faz perder a alegria e o sorriso
A noite de sono quando encontro a aurora

Sem Arthur morrem-se os dias coloridos
A confiança adquirida em toda uma era
Morre a música e toda poesia de Camelot
Serei folha morta em plena primavera

Sem Lancelot tudo estará perdido
Os sonhos que eram nossa fortaleza
Da alegria mais nenhum resquício
Nada terá mais sentido, nem mais beleza

Pois são a mim como o dia e a noite
O crepúsculo tal como o horizonte estrelado
O prazer do amor que fere feito açoite

A paixão enlouquecida dos enamorados
E se os fiz sofrer por obstante
Foi por tê-los por igual tanto amado

Savitri

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