sábado, outubro 13, 2007

Dois Pares de Asas


Voava, quando ela tocou minhas asas. Por ela esperava, mas sabia que encontros assim, não tem hora marcada. Quando a vi, ela já estava na altura das minhas asas e sua aura era do tamanho do Himalaia.

Nossos corpos no ar bailavam, como se não fossem corpos, mais nuvens coloridas, onde nossas consciências fluíam e se condensavam. Podia sentir seu toque e ela era tocada, como se minha alma a dela se juntasse, num gozo continuo, entrega eterna, por entre a noite clara.

Não via seus olhos, mas sabia que ela me olhava. Por vezes, ela era parte de mim, outras vezes, fora estava. Não era sonho, sentia tudo como sinto o agora; nem era realidade, pois mais que acordado, mil vezes lucidamente eu pensava.

Voava, eu e a minha amada, como se sempre estivéssemos por lá e a gravidade tão injusta com os homens na terra, naquele lugar, deixava homens pássaros se tornar.

Amava, juro que a amava , em corpo e alma, coração e corpo, mas nesse amor, eu era o próprio beijo, o próprio gozo. Minha amada em mim entrava, como se o próprio amor se manifestasse e quisesse saciar a minha alma, numa fusão de auras, batida conjunta de dois pares de asas.

Ainda sinto o toque da minha amada em minha aura. Não posso te provar, amigo, que voei com ela até que o sol nos trouxesse de volta, mas saiba que na hora certa, você também sentirá suas asas, pois somos todos pássaros nos braços da nossa amada.
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