quinta-feira, setembro 20, 2007

O Amor e a Pira

Quando o amor chegou
Não escolheu quando e nem que forma;
Mais ele jamais imaginou,
Que seria por aquela senhora.

Ela era tão formosa e tão bonita,
Que poetas inspirava.
Tão bela e forte como a vida,
Era para ele, a mulher que sempre esperara.

Mais o destino com seus próprios planos,
Agia em segredo e bem enigmático;
Aproximara os dois sem engano
Num evento cruel e trágico.

Ela acabara de enviuvar,
E conforme os costumes de seu povo
Ao seu marido deveria se juntar,
Sendo queimado viva na pira* junto ao corpo.

Por toda a sua vida ela sabia,
O que deveria ser feito;
E a morte já não era sua desconhecida,
Desde que o marido sofrera no leito.

O que ela desconhecia
Era que a vida tinha outros planos;
E novamente se apaixonaria,
Tendo que optar pela morte ou pelo amor de um estranho.

E o estranho lhe pedira,
Que optasse pela vida e não por seguir seu esposo;
E ela confusa não sabia,
Se seguia o coração ou pulava no fogo:

- Não posso mais viver, doce estranho!
Se vivo, Kali** me condena pelo resto da minha vida,
Não posso viver em desonra e remorso.
Reconheço que te amo, mais devo seguir a minha sina.

- Doce Senhora! Estranho não sou mais a sua pessoa.
Nem ao coração de quem me ama.
Continue viva e embora Kali rejeite a sua escolha,
Parvati abençoara a nossa chama.

E conta a lenda que a Senhora
Olhando o marido na pira em brasa
Mesmo contra a opinião de todos que a cercava
Optou pelo estranho por quem se apaixonara


Frank


***************************************************
Notas: * Era muito comum na Índia até o fim do século 19, que a esposa se matasse quando o marido morria. Muitas delas se atiravam na pira, onde era cremado o marido, por tradição e por crença que elas perderiam a honra se permanecessem vivas. A honra e a virtude até os dias atuais é muito importante para as mulheres na Índia, e era mais ainda no passado. Essa pratica foi proibida pelos britânicos que dominavam o pais naquela época, e o caso de um soldado inglês que se apaixonara por uma viúva que estava prestes a morrer, se jogando no fogo onde cremava o seu marido, tornou-se
um símbolo em Calcutá e até hoje essa estória é contada de vila em vila, mais infelizmente essa prática continua sendo feita pelo interior da Índia, mesmo com todo o esforço do governo para evitar que isso continue ocorrendo.
** Kali, Parvati e Shiva são nomes de deuses no hinduísmo. Segue abaixo uma boa definição tirado do site www.eclubbers.net/mat_shiva.asp :
¨Os deuses Hindus são sabiamente representados em diversas formas, assim como os humanos mortais possuem diversos estados psíquicos e manifestações de personalidade. Estes estados são demonstrados através de personagens. Kali é uma das manifestações de Parvati, esposa de Shiva. Kali é Parvati enfurecida. É muito parecida com o próprio Shiva, pois representa a destruição e renovação da energia estagnada, aquilo que deve ser eliminado. Possui uma expressão feroz, é de coloração cinza, pois mora num campo de cremação, atividade muito comum na Índia. Tem quatro braços, demonstrando muita agilidade e força. Segura uma cabeça decapitada em uma das mãos e uma variedade de armas nas outras mãos. Usa uma guirlanda de cabeças, representando os demônios que conseguiu dominar, ou seja, nossos próprios medos. Assim como Shiva, Kali aparece para eliminar a ignorância, a falta de verdade e do bom senso que está dentro de nós, e que devemos retirá-los para equilíbrio e fortalecimento da nossa personalidade.¨

Um comentário:

Anônimo disse...

que lindo!!!cm se diz pra alguem q ja sabe q ele é incrivel??bom qd vc decobrir me diz pq preciso te dizer!rsrsr.bjs.Nunca deixe de escrever o mundo nao seria o mesmo sem tuas palavras e nem a lua seria tao feliz

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