quarta-feira, setembro 13, 2006

A Super Nany e a Habilidade Sagrada do Tempo em que vivia nas árvores

Estou tendo aula de espanhol com a Super Nany e reutilizando meus conhecimentos da época que ainda vivia nas árvores no transporte público de São Paulo.

Criei vergonha na cara e estou tendo aulas de espanhol. Cansei de falar portunhol. É feio, é humilhante e depois de colecionar tanto gafe, percebi que se tivesse umas aulinhas, poderia aperfeicoar o espanhol que já conheço com o que acho que conheço, mas não passa de enrolação. Difícil é convencer o cérebro que a minha professora uruguaya não é a Super Nany. Ela é igualzinha a Nany que vemos na versão Sbtniana. Quem sabe preciso mesmo de uma babá para domar esse "ninõ portunhol" que teima em aparecer e me colocar em micos lingüísticos.

Hoje de manhã depois do ônibus sardinha e do metrô lotado , percebi que finalmente estou colocando em prática nos tempos modernos meus conhecimentos de equilíbrio e sustentação que utilizava tanto na época em que vivia nas árvores. Passar por um corredor estreito de um ônibus lotado não é uma atividade fácil, mas qualquer macaco acustumado a pular de galho em galho tiraria de letra. Por isso recorri aos meu conhecimentos daquela existência (estavam ainda lá, em algum lugar da memória e vieram a tona institivamente). Então, da catraca até a porta de saída no fim do busão, me expremi e não cai; pela ponta dos pés fui pulando de galho em galho, segurarando-me como pude; desviando dos obstáculos naturias (moçoilas ofendidas com seus bundões de Carla Perez, mochilas de certos senhores adolescentes que parecem não utilizar a massa cinzenta para tirar a mochila numa condução lotada) e enfim, a reconpensa da saída no ponto certo – sim, recompensa, pois a maioria das pessoas, muitas vezes, não conseguem descer onde querem por forças maiores como pessoas que vão descer no ponto final, mas insistem em permanecer em pé na porta de saída e motoristas que não se importam em atrasar-se para encher a condução, mas ficam “impacientes” com as pessoas que por direito querem descer na sua parada.

No metrô, enfim, a mesma jornada símia. Não estou reclamando, mas ainda estou tentando entender a entrevista dada por um porta voz do Metrô de São Paulo que afirmou gategoricamente que cabem 11 pessoas por m2 dentro dos trens, ou seja, não reclamem da lotação por que cabe muito mais gente do que o metrô já carrega. Isso é alguma piada? Se for, ainda estou tentando encontrar a graça.

We need to be heros everyday

F.

3 comentários:

Anônimo disse...

Oi Frank, tudo jóia....


Maravilhoso o seu texto, é assim que eu penso quando pego condução muito, muito lotada..
O pessoal qe só vai descer no finl, e fica grudado na porta do ônibus, e o restante você já detalhou.

Mil beijos, cheio de saudades...


Precisamos marcar um encontro.

Qunado você tiver um tempo, entro em contato com a Edilenis, quem sabe a Jane também aparece para nos encontarmos.


Sonia e Bela

Denyse Nitsch disse...

Oi Frank! Sempre que nao estou "busy" no trabalho, me perco no tempo lendo as suas cronicas e so tenho a dizer que sao muito interesantes!! :) Essa do portunhol ta um arraso!!!
Beijos para vc e para a wife! :)
xxx Denyse Nitsch

Auricelia disse...

Oi meu gato lindo!
Essas crônicas estão cada vez melhores heim, arrasou...
Beijo
Amo você
Auri

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