segunda-feira, julho 31, 2006

Cavaleiro da Paz contra o Dragão do Parkison

Eu conheço um cavaleiro. Sim, isso mesmo, um cavaleiro com as definições
medievais que surgem em sua mente quando você lê a palavra. Além de
cavaleiro, ele também é um cavalheiro, pois além de ser um guerreiro, essa
pessoa é um gentleman: educado, sereno e com um eterno sorriso, mesmo em
meio a tantas adversidades.

Sim, eu sei. Todos nós enfrentamos os nossos combates diários, mas muito
poucos possuem tamanho desafio pela frente; poucos carregam cruz tão pesada
quanto a que ele leva no corpo. Esse cavaleiro luta á tempos contra o Dragão
do Parkison e não perde a pose de batalha, nem descansa a espada, mesmo
quando o Dragãose esconde na caverna e ensaia uma falsa trégua.

Montado no cavalo da sua vontade, ele está em guarda e representa todas as
pessoas que também lutam contra esse Dragão. Sua bandeira têm os brasões do
amor e da paz. Sua armadura é de um dourado que reflete a espiritualidade
que sempre foi uma certeza em seu coração, mesmo nos momentos mais difíceis.
Seu escudo tem o desenho de uma estrela para lhe mostrar que todos nós somos
seres estelares temporariamente encarnadas em corpos fisícos. Ele sabe que a
morte é só uma passagem para um outro plano, onde continuaremos brilhando
eternamente. Dever ser por isso que não o escuto reclamar da luta, pelo
contrário, ele sabe que no fundo o Dragão é um aliado para lhe mostrar sua
força, sua capacidade de superação e principalmente mostrar a todas as
pessoas que maldizer a escuridão não acende a luz que carregamos no peito e
por si só já basta para iluminar o nosso caminho.

Eu conheço um cavaleiro e embora a sua história não seja narrada e cantada
pelos trovadores ou ecoem pelos corredores dos castelos, sua luta solitária,
para os que o conhecem, é a nossa própria luta na terra para ser feliz e
continuar vivendo bem sempre, mesmo sob o perigo de uma nova emboscada.


27 de Julho de 2006

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